Cultive a Arte de Pensar… Através da Leitura – Howard Hendricks

Nada é mais fácil que pensar. E nada é mais difícil que pensar certo. Pode ser muito proveitoso pensar corretamente, mas é sempre necessário um processo duro para se chegar a isso. Há um preço a pagar para se pensar certo.

Tempos atrás vi no escritório de um empresário um letreiro que me abalou. Dizia: “Você não é aquilo que pensa que é. Aquilo que pensa, é.” Lembrei de Provérbios 23.7: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é…”

Pensar é sempre perigoso, a menos que estejamos sob a direção do E de Deus. Nesse caso, o pensamento é eminentemente proveitoso. Filipenses 4.8 diz: “… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”

Saber pesar não tem nada que ver com a idade, mas tem tudo a ver com atitude. Tenho uma amiga, uma senhora que está com 86 anos. Algum tempo atrás encontramo-nos numa reunião social. Quando me viu, a primeira coisa que disse foi:

- Quais foram os cinco melhores livros que você leu nos últimos meses?

Depois de conversarmos um pouco, ela falou:

- Olhe aqui, não vamo-nos aborrecer um ao outro. Vamos discutir sobre alguma coisa. E se não acharmos nada para discutir, vamos debater.

Ela é assim – tem 86 anos de idade e ainda está pensando com firmeza.

Sua primeira pergunta foi sobre leitura. Em minha opinião, uma das mais incríveis maneiras de se residir a mente é pelo processo de leitura.

Quem lê é líder. Quem lidera, lê.

A Mente é como um músculo. Desenvolve-se pelo uso. Não ha perigo de gastá-la. Ninguém morre com o cérebro totalmente usado. Embora precisemos constantemente expandir nossa mente, devemos ter cuidado com o “alimento” que damos a ela, pois aquilo com que a nutrimos irá determinar grandemente aquilo que somos.

Talvez alguém não tenha diploma escolar, mas essa pessoa pode receber a mais profunda educação possível… simplesmente pela leitura. Através da leitura, ele pode conhecer as maiores mentalidades de todos os séculos.

Aqui vão algumas dicas sobre como cultivar a arte de pensar através da leitura:

Leia bastante e com sabedoria.

Nem tudo que é impresso merece ser lido, mesmo que esteja em livrarias cristãs. Leiamos o máximo possível, porque essa é a melhor maneira de expandir a mente.

Por exemplo, eu lia livros com os quais não concordava. Se um escritor não consegue enriquecer minha mente, ele realmente não me ajuda muito.

Temos a tendência de ler livros que confirmem nossos preconceitos, por sermos muito inseguros. Esse é o motivo por que a maioria das pessoas não está pensando. Estamos apenas readaptando nossos preconceitos.

Muitos de nós nos aprofundamos somente numa direção, em vez de mudar e descobrir outros argumentos, criar uma nova curva de pensamento, novas perspectivas. Quando estudo as Escrituras, preciso descobrir uma nova situação, vista sob um ponto de vista diferente. Quando leio certa passagem em Lucas imagino-me um médico, aí vejo-a pela perspectiva de um médico.

Como escolher bons livros.

Primeiro, sempre devo escolher livros dando prioridade ao autor. Um escritor significativo geralmente produz um livro significativo.

Em segundo lugar, devo procurar um livro que esteja no mercado por um período de tempo suficiente para provar seu valor.

Um exemplo de livros que sobrevive a modismos é “Ensinando as técnicas de Jesus” de Howe Home. É um clássico. Para os crentes, é leitura obrigatória, porque trata do processo inteiro que Jesus usou para treinar seus discípulos.

Terceiro, devo ler livros que estão fora do meu domínio, fora do meu campo de atividade. Agora mesmo estou lendo um livro de arquitetura que é realmente fascinante. Há pouco tempo terminei de ler um de ornitologia, o estudo dos pássaros. Esse é o tipo de coisa que nos fornece toda sorte de material enriquecedor, assuntos para conversação e ilustração – comunicação. Tal leitura pode tornar-nos uma pessoa bem mais interessante.

Aprenda a ler mais rápido.

Leio no mínimo três livros por semana e trinta e cinco jornais por mês. A única maneira de conseguir isto é aprender a ler certo e mais rápido.

Se não aprendermos a ler melhor e mais rápido, faremos decisões apenas sobre objetivos limitados.

Aprender a ler mais rápido é um mero processo de disciplina, nada mais, nada menos. Se aprendermos a ler mais rápido, não apenas iremos ler mais, como reteremos muito mais. Muita gente pensa que se diminuir a velocidade, irá reter mais. Isso está longe de ser verdade. A verdade é que se acelerarmos a leitura, conseguiremos reter muito mais.

Quem gasta trinta minutos para ler um livro do Novo Testamento e retém uma quantidade “x”, aprendendo a ler certo e mais rápido, poderá ler o mesmo livro em quinze minutos e reter duas vezes tanto. Isso significa que, no mesmo período de tempo (30 m), poderá fixar quatro vezes mais sua leitura.

Torne-se um leitor com garra.

Tenho material de leitura espalhado pela casa toda. Quando tenho dez minutos aqui ou ali, pego um livro e leio. Faço muitas leituras em aeroportos e aviões.

Tente leitura “em profundidade”.

Alguns homens desenvolvem a prática de ler um número total de livros (talvez vinte ou trinta) dentro do mesmo assunto por um certo período de tempo. Isso é bom. Tal prática nos dá profundidade e amplitude (visão) num campo específico, o que não ganhamos num tipo de leitura mais disperso, mais diversificado.

Meu objetivo é passar uma hora diariamente lendo e estudando a Palavra de Deus. Passo um mês num livro só, e assim estudo em profundidade doze livros da Bíblia por ano. Já cumpri esse objetivo sete vezes em minha vida. Estabeleci esse objetivo no inicio do meu ministério, pois queria ser ministro da Palavra de Deus.

Alguns livros devem ser relidos.

Será bom reler alguns livros, mas esses são raros. Algumas vezes simplesmente não podemos captar tudo numa leitura. Além disso, não podemos captar tudo dele em nosso atual nível de maturidade. Se lermos o mesmo livro dez anos depois, teremos uma perspectiva totalmente diferente.

Um livro que tenho relido é “Sete leis do ensino”, de J. M. Gregory, escrito no século passado. Se as pessoas que se dedicam ao ensino lessem esse livro anualmente, nunca ensinariam da mesma maneira de novo. Tenho lecionado em seminário há 21 anos e leio esse livro todos os anos.

Alguns livros devem ser experimentados, outros engolidos, e uns poucos, mastigados e digeridos.

Comece a ler mais, para cultivar a arte de pensar.

 –

Autor: Howard Handricks

Fonte: Mensagem da Cruz 1991.

 

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Barômetro Espiritual

E se pudéssemos medir a espiritualidade das pessoas? Ou quem sabe, a nossa própria espiritualidade?

É certo que não cabe a nós avaliar a espiritualidade de nosso próximo, tal julgamento, cabe somente a Deus. Porém, o que podemos dizer a respeito de nossa própria vida? Desta sim devemos cuidar, e em extrema prioridade, está o zelo com nossa espiritualidade.

A espiritualidade de forma geral, é definida como o desempenho do ser humano com relação à sua religião, e no caso do cristão protestante, a espiritualidade define sua intimidade com Deus. Fato que permite ao homem, colocar em prática os planos do próprio Deus para cada um de seus filhos. A nossa intimidade com Deus, deve ser o foco de nossa existência, pois é a partir dela que a vida do Senhor acontece em nós.

Como anda a minha espiritualidade? Ainda hoje, você pode obter uma resposta a esta pergunta. Acompanhe abaixo,algumas perguntas desenvolvidas por Howad Pettman, que irão lhe auxiliar na difícil tarefa de “ENXERGAR” o nível de sua intimidade com Deus.

 —

Degraus de Declinação Espiritual - Howad Pettman

Este indicador foi idealizado com o intuito de servir de barômetro espiritual, para auxiliar na previsão de setores de necessidade espiritual na sua vida. Um setor deve inspirar cuidados.

1. Quando a hora de oração particular se abrevia e se torna irregular. Outros misteres parecem tornar-se mais impor­tantes e aos poucos vão tomando o tempo antes reservado para o encontro com o Senhor. “Esquece a noiva do seu cin­to? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta” (Jr 2.32).

2. Quando a leitura da Bíblia vai sendo substituída, aos poucos pela leitura de livros sobre a Bíblia. Observação: Nada há de mal nesses livros a não ser que tomam o lugar da Bíblia.

3. Quando a oração verdadeiramente empenhada nos interesses da glória de Deus passa a dedicar-se a petições visando os interesses próprios.

4. Quando diminui a intensidade do zelo pelas almas perdidas e o testemunho se torna mais difícil, ou chega a cessar.

5. Quando o cuidado e zelo ativo pela causa missionária cede lugar a outros interesses.

6. Quando a verdadeira comunhão fraternal e a participação mútua das bênçãos espirituais se vai transformando em so­ciabilidade em torno de cousas outras, que não a Pessoa de Cristo, sua palavra e obra.

7. Quando o andar pela fé se muda em andar pela vista.

8. Quando os frutos da vida antiga, tais como a falta de amor, falta de consideração, crítica, ciúme, orgulho, egoísmo, ódio, etc., vem aos poucos voltando e tomando o lugar dos frutos do Espírito.

9. Quando encontramos dificuldade em combinar com outras pessoas, principalmente aquelas com quem moramos e tra­balhamos. Desencontros pessoais e nervosismo deslocam o espírito de amor e de compreensão.

10. Quando o pecado vai se tornando menos pecaminoso para nós, de tal modo que o desculpamos ou justificamos em nossa vida

O deslocamento geral ocorre sutil e gradativamente; cousas espirituais vão sendo substituídas pelas menos espi­rituais ou mesmo pelas carnais. Nosso senso de uma vida plena e satisfatória vai se tornando dependente de cousas e de pessoas ao invés de depender exclusivamente do Senhor.

De que modo nos ajudaria a comunhão com o Senhor na oração particular, no tocante a cada um dos problemas citados?

Disse Isaac Watts: Pode-se descrever a santidade por cinco ingredientes indispensáveis:

1. Aversão e ódio a toda iniqüidade;

2. Desprezo do mundo presente em comparação com o futuro;

3. Prazer intenso no culto e na companhia de Deus ;

4. Zelo e atividade no serviço de Deus;

5. Amor cordial ao semelhante, e principalmente aos irmãos na fé.

Demore-se na presença do Senhor nos setores de necessidade pessoal. Ele o fará vencedor, a fim de andar novamente no caminho da vitória.

As observações acima não são um medidor mágico, e nem algo semelhante a uma bola de cristal. São simplesmente verdades bíblicas que devem ser frutos de uma autêntica vida cristã. 

É importante que o leitor, se encontrar falhas em sua espiritualidade ao ler esta postagem, não apenas as identifique e se lamente, mas ore ao Senhor, e busque insaciavelmente por se aproximar novamente de Deus reconstruíndo sua intimidade com Ele!

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08
out 2012
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Mensagem da Cruz – Próxima Edição

A próxima edição da revista Mensagem da Cruz já está prontinha, apenas aguardando ser impressa e destinada aos seus leitores. Para que você possa de antemão, degustar um pouco do que será abordado, resolvemos liberar – antes mesmo de ser impressa – a palavra de nosso Editor Geral; Carlos Paiva.

Prezado leitor,

Para nós, que vivemos na região das alterosas mineiras, setembro foi inesquecível.

Durante aproximadamente um mês, os ipês amarelos nos agraciaram com um espetáculo fabuloso. As árvores floridas nos proporcionaram dias espetaculares. Enquanto nos dirigíamos para o trabalho, a minha esposa e eu tivemos de parar o carro várias vezes a fim de admirar o espetáculo que se descortinava diante nós. Era simplesmente encantador.

Durante todo o ano, em nosso vasto território, ocorrem espetáculos semelhantes a esse. Eles nos fazem pensar o quanto fomos agraciados por Deus como nação. Vivemos em um país lindo, rico, produtivo; sem sombras de dúvida, um lugar ideal para viver.

Entretanto, apesar de sermos abençoados por Deus, cercados por inúmeras belezas naturais, que revelam a sua grandeza, estamos ainda muito distante, como nação, de ser um povo temente e grato ao Deus que graciosamente nos permitiu desfrutar as belezas do nosso lindo país.

O salmista disse: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Todavia, como nação, estamos a cada dia dando largos passos, não para nos aproximarmos do Senhor, mas para dele nos distanciarmos. Entre esses passos, podemos destacar três.

 1. O encantamento com o consumismo. No momento, estamos inebriados com o nosso poder de compras. Nunca consumimos tanto, e muitos interpretam isso como sinal de bênção, o que, infelizmente, não é. Estamos nos consolidando como um povo cujo  prazer está em consumir a qualquer custo, sem levar em conta as consequências morais, sociais, espirituais, ambientais e econômicas. A isso, o apóstolo João chamou de concupiscência, ou melhor, paixão sem controle.

2. A “liberdade”. No Brasil, estamos praticando um tipo de liberdade que, de acordo com a Bíblia, seria chamado de irresponsabilidade. Jesus falou sobre liberdade, mas a liberdade pela qual ele morreu é a liberdade santa e responsável; liberdade para amar e respeitar o próximo.

3. A religiosidade. Em nosso país, vemos o surgimento e o crescimento de movimentos religiosos que oferecem soluções fáceis, simplistas e baratas para problemas complexos. Eles proliferam aceleradamente por todos os cantos do país. Todavia, o mais intrigante é como o povo responde positivamente a esse chamado quase que sem nenhum questionamento. O que de fato parece é que estamos, a cada dia, mais religiosos e mais ávidos por felicidade fácil, e menos piedosos.

O país mais católico do mundo, e também um dos mais evangélicos, é identificado mundo a fora com a corrupção, a sensualidade, a libertinagem (Carnaval), a violência e outras práticas que não acrescentam nenhuma nobreza à nossa reputação. A impressão que temos é que a nossa religiosidade não está transformando o indivíduo, tampouco mudando a sociedade.

Estimado leitor da MDC, neste número da revista, estamos oferecendo uma série de artigos que tem como objetivo levá-lo a uma reflexão, à luz das Escrituras, sobre vários temas que tratam da necessidade humana de conhecer a Deus e de praticar a justiça. Não é nosso objetivo e nem nosso direito apontar quem está certo ou quem está errado, pois somente Deus pode fazer isso. Nosso propósito é incentivá-lo à reflexão, ao pensamento crítico e a buscar o entendimento das Escrituras Sagradas para os nossos dias.

Vamos nos empenhar para que, daqui a alguns anos, a nossa sociedade, influenciada pela comunidade cristã, possa ser reconhecida como um povo que vive num país lindo, ensolarado, mas, que, acima de tudo, seja reconhecida como uma sociedade justa e piedosa. 

                                                                                                                                                                         -  Carlos Paiva

Como recebê-la em Casa?

Se você se gostou deste breve resumo sobre os assuntos que a revista abordará, não perca a oportunidade de lê-los em sua própria casa, em seus momentos de laser, além de obter também as próximas edições da revista.

Publicada desde 1965, a Mensagem da Cruz contém textos escritos por homens e mulheres de Deus sobre assuntos variados, que têm impactado e marcado a vida de muitos cristãos.

É uma publicação que não visa lucro financeiro; seu único objetivo é glorificar a Deus através de um veículo que seja instrumento para levar às pessoas a melhor notícia que alguém pode receber: através da morte e ressurreição de Jesus, podemos novamente ter comunhão com o Pai e viver para Sua glória.

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28
set 2012
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