George Müller – Um Jovem Incorrigível!

Você conhece a história de George Müller? Se nunca leu algo a respeito, ao menos deve saber que este nome faz referência à um dos grandes homens de Deus citados ao longo da história do protestantismo.

George Müller é reconhecido por sua exemplar vida de fé e consagração ao Senhor.

Nossa postagem de hoje vai relatar, com alguns detalhes, o lado sombrio de George Müller. O lado autêntico de um homem que era capaz mentir ao próprio pai, além de roubar seus amigos.

Não deixe de conhecer esta história. Trata-se do contraste entre a podridão do homem, e a maravilhosa graça de Deus!

Uma ótima leitura!

Um Jovem Incorrigível

Quem já ouviu falar de George Müller, o homem que durante a sua vida recebeu de Deus a fortuna um milhão e meio de libras esterlinas em resposta às suas orações, supõe naturalmente que, quando menino, tenha sido criado num ambiente de religião e piedade. Surpreende-nos, portanto, saber que esse homem, que mais tarde se tornou pai espiritual de multidões e que foi chamado, espiritualmente falando, “o homem mais poderoso dos tempos modernos”, passou a sua mocidade na ignorância quase total da Bíblia e das coisas espirituais. Mais que isto, os seus primeiros vinte anos foram completamente entregues ao pecado e ao vício.

George Müller nasceu perto da cidade de Halberstadt, na antiga Prússia, no dia 27 de setembro de 1805. Seu pai era coletor federal. Talvez fosse bom funcionário; mas não foi bom pai. Tratou o menino George com predileção, ocasionando inveja no seio da família. Houve pouca disciplina no lar. Os meninos recebiam muito dinheiro do pai, que supunha pudessem, dessa forma, adquirir o hábito da economia e do controle de seus gastos. Muito ao contrário, aprendiam a gastar descuidadamente. Quando chamado a dar contas do dinheiro, o jovem Müller mentia ao pai para explicar o seu uso. Daí ao furto foi um pulo, inclusive de fundos do governo, que se achavam sob a guarda do Sr. Müller. Seguiram-se outros delitos, e pouco a pouco foi se tecendo uma corrente que o amarrava fortemente ao pecado.

Era da vontade de seu pai que George Müller se preparasse para ser ministro da igreja luterana, igreja oficial daquela época. Isto, não por sentimentos religiosos, mas porque era uma profissão respeitável e que garantiria um sustento para o filho, e para si próprio na sua velhice.

O jovem frequentou escolas em diversos lugares. A história da sua vida escolar é uma história de pecados e hábitos prejudiciais. Na noite em que sua mãe jazia moribunda em casa, o menino de quatorze anos cambaleava pelas ruas, bêbado. Mesmo a morte da mãe não produziu nenhum efeito sobre o rapaz; pelo contrário, sua condição piorou.

Essa situação perdurou até que Müller alcançasse a idade de vinte e dois anos. Convém passar rapidamente por esses anos. Nós o mencionamos simplesmente para evidenciar melhor a graça de Deus na salvação e transformação de uma pessoa tão entregue ao mundanismo.

Müller foi um estudante inteligente, trabalhou muito e progrediu mais que depressa. Ao mesmo tempo andava em busca dos prazeres mundanos. A falta de dinheiro para este fim levou-o ao roubo e às dívidas. Depois de certa aventura, encontrou-se na cadeia pública, companheiro de ladrões e malfeitores. Sobreveio-lhe também a doença – consequência inevitável de seus excessos. Essas coisas mostravam-lhe que o caminho do transgressor é duro. Tomou a resolução de trilhar o bom caminho, mas tudo em vão: o pecado tinha raízes profundas, e não seria fácil escapar dele.

Finalmente, com a idade de vinte anos, entrou para a Universidade de Halle, como seminarista, candidato ao sagrado ofício de ministro da Igreja Luterana. Tendo à frente semelhante futuro, convinha-lhe emendar-se, pois paróquia alguma haveria de querer um ministro cheio de vícios. Não obstante, fracassaram todas as suas tentativas de viver uma vida melhor. Nas férias, ele e alguns companheiros, todos munidos de documentos falsificados, foram passear nas montanhas da Suíça. Nessa viagem, Müller serviu como tesoureiro, e não hesitou em roubar seus amigos, que contribuíram para a bolsa comum.

O Novo Nascimento

Um dos companheiros de George Müller na viagem à suíça foi um crente desviado, chamado Beta. Esta, depois de regressar a Halle, reconciliou-se com Deus e passou a levar uma vida digna. Num sábado à tarde, voltando os dois amigos de um passeio, Beta disse a Müller que naquela noite iria assistir a uma reunião de oração na casa de um crente. Müller sentiu logo o desejo de acompanhá-lo, embora um simples culto de oração não pudesse oferecer atrativos a um moço acostumado a achar seus prazeres na taverna e no teatro.

Müller assistiu ao culto, e algo de notável aconteceu naquela noite de sábado, no inverno de 1825. O jovem boêmio encontrou a realidade. Pela primeira vez na sua vida viu alguém orar de joelhos. Isto o impressionou muito. Uma das pessoas presentes leu um capítulo da Bíblia, cantou-se um hino, foi lido um sermão impresso. Müller sentiu-se profundamente tocado. De volta para casa, comentou com seu amigo: “Tudo quanto vimos na nossa viagem à Suíça, todos os nossos prazeres, não se podem comparar com o que vimos nesta noite!”

Durante a semana seguinte, George Müller dirigiu os seus passos mais de uma vez à casa onde ouvira o evangelho. Ali conversou acerca da Bíblia, a Palavra de Deus, e começou a conhecer suas preciosas verdades.

Assim, pois, uma vida nova principiou. As coisas da vida anterior começaram a desaparecer. Acabaram-se as visitas à taverna. O teatro perdeu a sua atração. Os lábios, muito acostumados ás mentiras, começaram a falar a verdade. Travou-se uma luta contra o pecado na própria vida. O jovem estudante lia a palavra de Deus, orava, buscava o convívio dos crentes, assistia de bom grado aos cultos e, ousadamente, fazia-se conhecer como crente evangélico, apesar das críticas de seus colegas na universidade.

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Autor: Jack Manley

Fonte: Capítulos 1 e 2 de George MüllerUm dos maiores exemplos de fé e oração da história da igreja.

 Nota: A biografia de George Müller, além de edificante, é uma ótima opção também, aos que não tem muito tempo para a leitura. São  72 paginas no formato: 10,5 x 18. Um “pequeno grande” livro! Leitura simples, porém, envolvente!

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