Recomeçar -Marcelo Aguiar

Quando o último dia do ano chega, é inevitável que não nos lembremos de tudo aquilo que prometemos realizar, e que por fim, não realizamos. Percebemos que, o ano acabou e com ele, mais uma oportunidade! 

Ao mesmo tempo e mesmo em meio a frustrações de metas não alcançadas, parece que uma esperança, em pequenas ou grandes proporções, começa a brotar em nosso coração. Este sentimento nos faz sentir, como se soubéssemos, com certeza, que neste novo ano, ‘as coisas vão dar certo –  desta vez, vai funcionar!’.

Que assim seja!

Estamos no terceiro dia do ano, e parte da intenção desta breve reflexão, é de nos ajudar a estarmos prontos a reiniciar, ou continuar nossos projetos de vida, por isto, nossa postagem de hoje, serve como um incentivo à você que deseja aproveitar este sentimento de esperança que está em seu coração. Nas palavras de Marcelo Aguiar, você encontrar consolo e apoio para que, em 2014, você esteja pronto para RECOMEÇAR!

Uma ótima leitura e um bom ‘recomeço’!

Recomeçar

Tão logo o fogo deixa de arder na floresta, pequenos brotos verdes começam a aparecer, anunciando que a vida vai reagir. No dia seguinte ao vendaval, o sol brilha sobre a terra, enxugando-lhe a superfície e devolvendo tudo à normalidade. A aranha conserta quantas vezes for preciso a teia danificada. O menino aprendendo a andar se levanta após os sucessivos fracassos. Toda a criação ensina-nos esta importante e fundamental lição: recomeçar.

A Bíblia está cheia de recomeços maravilhosos. Noé e sua família saem da arca para repovoar a terra; Jó tem novos filhos e reconstrói sua casa; Neemias torna a erguer os muros de Jerusalém; Jesus diz ao envergonhado Pedro que apascente suas ovelhas. Ainda hoje, nos momentos difíceis, o Senhor nos estende o braço e convida-nos a recomeçar.

Às vezes pensamos que é muito tarde, ou que é difícil demais. Satanás poderá afirmar-nos que nosso pecado é tão grande que não tem perdão, que nosso erro é tão grave que não tem conserto. Mas, se preferirmos escutar a voz de Deus, ouviremos dele: “Tente outra vez, eu quero ver você vencer”.

Quando o grande incêndio de Chicago destruiu o templo da igreja de D. L. Moody, as pessoas puderam vê-lo mover-se entre os bombeiros e os destroços ainda fumegantes. Estava distribuindo convites para a próxima reunião, em um local provisório. Enquanto a maioria ainda lamentava a tragédia, Moody preparava o recomeço.

Penso que Deus é especialista em recomeços. Na hora da dor, frustração e derrota, podemos considerar muitas coisas como casos perdidos. Para o Senhor, entretanto, cada dia que nasce é a oportunidade de um reinício. Aceitemos o seu desafio e convite. Ousemos recomeçar.

Oração

Deus, eu tomo hoje a decisão de renovar o meu compromisso com o Senhor. Quero fazer, verdadeiramente, a tua vontade. Ajuda-me nesse propósito. Amém.

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Autor: Marcelo Aguiar

Fonte: Aos Pés do Mestre

 

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“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

“A vida moderna é assim mesmo, muito se trabalha, pouco se descansa ou tem lazer. O trabalho deve ser a prioridade, afinal, precisamos dele para viver, não é?” - Esta é uma conversa ou, pensamento, bem comum em nossos dias. Inclusive, na igreja!

O trabalho está longe de ser uma coisa ruim, mas, o excesso dele, pode sim, ser prejudicial. Ou seja, se colocarmos limites, fica tudo sob controle. Mas, a questão é, será que nós, realmente sabemos quando parar?

Lettie Cowman é autora do conhecido devocionário Mananciais no Deserto. Suas mensagens são de consolo, esperança e espiritualidade. Hoje, nossa reflexão, é dela e foi extraída de seu, também devocionário, Fontes no Vale. A breve reflexão abordará um assunto super atual; a correia do dia-a-dia e a necessidade de repouso que temos. Sua abordagem se encerra com uma bela poesia. Vale a pena conferir e compartilhar com aqueles a quem você deseja edificar!

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“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

Nós temos negligenciado a arte de repousar. Muitos cristãos estão sucumbindo aos pesos da vida porque se esquecem de repousar. O que nos mata é essa torrente contínua da vida, essa constante uniformidade.

Não devemos ver o descanso somente como um fortalecimento para o enfermo, mas também como um tônico para os que são fortes. Ele lembra libertação, esclarecimento e transformação. Impede que nos tornemos escravos de nossas obras, até mesmo das boas obras.

Certa ocasião um naturalista de Cambridge falou-me de uma experiência que realizou com um pombo. A ave nascera e vivera numa gaiola; nunca havia saído dela. Um dia, esse homem a levou para a varanda de sua casa e a atirou para o alto. Para sua surpresa, constatou que o pássaro tinha perfeitas condições de voar. E ele deu várias voltas por ali, dando a impressão de que nascera voando. Daí a pouco, porém, seu voo parecia haver se tornado pesado, os movimentos, espasmódicos, e as voltas, cada vez menores. Por fim, o pombo veio em direção ao dono, bateu de encontro ao seu peito e caiu ao chão. Qual a razão disso? A razão era que, embora ele houvesse nascido com o instinto de voar, não aprendera a parar. A capacidade de parar era adquirida, e não instintiva. Se a ave não tivesse se atirado contra o peito dele para parar subitamente, teria continuado voando até morrer de cansaço.

Isso é uma figura da vida moderna. Nossa sociedade parece possuir o instinto da atividade, mas não possui a capacidade de parar. Ficamos dando voltas e mais voltas, num circular incessante e cansativo, até quase morrer ainda em alta velocidade. Então qualquer experiência difícil, qualquer choque que soframos, que sirva para deter nosso giro constante, na verdade, é uma bênção. Muitas vezes, Deus aplica um severo golpe em alguém com o objetivo de fazê-lo parar. Essa pessoa cai aos pés dele, em desespero. E o Senhor se inclina para ela e lhe diz:

“Aquieta-te, filho! Aquieta-te e sabe que sou Deus!”

Então, pouco a pouco, o desespero causado pelo problema se transforma em submissão e obediência. Assim, aquela vida que estava como que bruxuleando se fortalece e pode tornar a voar.

Quando pressionado por tarefas intermináveis e prementes,

Desejas fugir para longe e repousar,

Mas não podes, embora mereças uma folga,

Descansa onde estás.

 

Abandona o que é desnecessário e santifica o resto.

Age sem estresse e sem tensões.

E com um espírito tranquilo e controlado,

Descansa onde estás.

 

Não é em situações, nem restrições ou livramentos,

Nem mesmo nas paisagens próximas ou distantes,

Mas em nós mesmos, que se encontra a paz ou a inquietação.

Descansa onde estás.

 

Onde a alma está, também está Deus.

Nenhuma sombra pode empanar o dia e o mundo que lhe pertencem.

Suas noites estreladas são barracas que ele desfraldou.

Descansa onde estás.

 

Será que faz tanto tempo que não andamos pelo caminho que nos leva ao “descanso” que ele agora se acha coberto de mato?

Autor: Lettie Cowman

Fonte: Fontes no Vale

 

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VAMOS PARAR DE DISCUTIR COM DEUS! – Warren Wiersbe

Você tem orado, ou discutido com Deus? Definitivamente, ambas, não são a mesma coisa. Que tal uma avaliação pessoal?

Boa leitura!

VAMOS PARAR DE DISCUTIR COM DEUS

“Orar não é vencer a relutância de Deus; é tomar posse da sua mais perfeita boa vontade. “

Assim escreveu, há muitos anos, o Arcebispo Trench; e a lembrança que nos deu é necessária hoje. O Apóstolo João expressou o mesmo pensamento desta maneira: “E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1 João 5.14,15). Robert Law, no seu grande comentário sobre esta passagem, disse: “A oração é um instrumento poderoso, não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para realizar a vontade de Deus na terra.”

Tudo isto significa que nossas orações devem ser controladas pela vontade de Deus, e descobrimos sua vontade estudando a sua Palavra. “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7). Aquele que permanece em Cristo e está sempre meditando na Palavra nunca pediria, deliberadamente, alguma coisa fora da vontade revelada de Deus. Nunca devemos fazer separação entre a Palavra de Deus e a oração.

A Palavra revela a vontade de Deus e aquilo que ele quer nos dar, e a oração entrega-se à vontade de Deus e ousa pedir com fé aquilo que Deus graciosamente quer nos dar.

Quanto melhor conhecermos a Palavra, tanto melhor oraremos. Não basta conhecer somente as promessas da Palavra; devemos também conhecer seus princípios e seus preceitos. Eu não tenho direito de reivindicar uma promessa, se estou violando um princípio ou desobedecendo a um preceito. “Se eu no coração contemplar a vaidade, o SENHOR não me teria ouvido” (SI 66.18). Se nossos ouvidos estão abertos à sua Palavra, então seus ouvidos estarão abertos aos nossos clamores. O desconhecimento das Escrituras resulta na falta de poder na oração.

Isto ajuda a esclarecer por que o reavivamento demora: nossas orações pelo reavivamento serão impotentes, enquanto não levarmos em conta a Bíblia ou a desobedecermos.

O verdadeiro reavivamento vem quando o povo de Deus obedece à sua Palavra, afasta-se do pecado e procura fazer a sua vontade. Enquanto examinamos a Palavra, Deus nos capacita a examinar nosso próprio coração, o que nos leva ao arrependimento e à confissão de pecados.

É arriscado orar em desacordo com a vontade de Deus, porque Deus pode dar a você o que lhe pede – e depois você terá que sofrer as conseqüências! “Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma.” (Salmo 106.15.) Andrew Murray colocou bem este fato: “Ouvir a voz de Deus é o segredo da confiança de que ele ouvirá à minha.”

Quão diferente seria nossa vida pessoal, nosso lar, e nossa igreja, se cessássemos de discutir com Deus e de tentar convencê-lo a aceitar a nossa vontade! Ele sabe o que é melhor para nós, e nos pede que confiemos nele. A sua Palavra revela a sua vontade. Passemos mais tempo procurando descobrir o que ele deseja nos dar. Obedeçamos aos seus mandamentos, confiemos nas suas promessas, e busquemos a sua glória. Assim, a oração se tornará um prazer e não um dever; e Deus nos abençoará de modo que nunca imaginamos.

Senhor, ensina-nos a orar!

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Autor: Warren Wiersbe

Fonte: Revista Mensagem da Cruz, 1983.

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