Salvos de Quê?

“Eu nunca matei, nunca roubei, sou fiel à minha esposa e até ajudo os pobres!”. Esta poderia ser a resposta de uma pessoa “boa” quando lhe fosse sugerida uma mudança de vida, afinal, no de acordo com a lógica, ela já está no caminho certo. De que mais ela poderia, ou precisaria ser salvar?

No contexto cristão-protestante, a situação poderia ser diferente. O fiel, ao ser questionado sobre sua fé; “do que Jesus Cristo lhe salvou?”, talvez respondesse com rapidez e convicção: “do pecado e da morte”.

Tanto a ideia do primeiro exemplo, de que não precisa de ajuda sobrenatural para ser “bom”, quanto a do segundo exemplo, estão equivocadas no que diz respeito à proporção da salvação de Cristo e de nossa necessidade da mesma. Fomos salvos do pecado e da morte, SIM, mas, o que envolve esta salvação, não pode ser resumido em apenas duas palavras.

“Do que fomos salvos?” A postagem de hoje, responderá a esta pergunta. Por se tratar de um conteúdo extenso, apenas parte da explicação será apresentada hoje, e aliás, muito bem apresentada, por Albert Benjamin Simpson, mais conhecido, como A. B Simpson!

Uma ótima leitura!

Cristo, nosso Salvador

“E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” (Ap 7.10.)

No momento em que o Universo estiver se desfazendo e o coração dos homens, dominado pelo terror, os remidos estarão ao redor do trono, falando a respeito de salvação. Será Cristo, nosso a primeira coisa que dirão depois de chegarem ao seu destino eterno, quando já terão compreendido todo o significado de perdição e salvação. A terra estará cambaleando, os elementos se desfazendo, e todas as coisas estarão tremendo, convulsionadas pela aproximação da grande catástrofe.

Olhando para trás, eles verão todo o caminho que percorreram, guiados pelo Senhor. Avistarão as lutas que enfrentaram, bem como os perigos de que foram poupados. É então que se darão conta de como Deus, em sua graça, os conduziu e preservou. Verão os mantos e coroas que se acham preparados para eles, e toda a alegria da eternidade que se descortina diante deles. Depois contemplarão Aquele que, por seu amor, preparou e preservou tudo isso para eles.

Olharão o passado e o futuro. Em seguida, fitarão o rosto daquele a quem devem tudo. Nesse momento, erguerão a voz num clamor de exultação: “Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Esse é o significado da salvação. Foi para isso que creram; fora para isso que ele havia morrido na cruz. Agora estão de posse dela. Estão salvos, e nesse instante, finalmente, entendem todas as implicações dessa salvação.

Analisemos por uns instantes o que significa ser salvo. Ser salvo não é coisa de somenos. Às vezes, ouvimos dizer que alguns crentes ficam apenas na justificação, como se ser justificado não fosse algo de muito grandioso. É glorioso nascer de novo. Cristo afirmou que era melhor ter nosso nome escrito nos céus, do que ser capaz de expulsar demônios. O que significa ser salvo?

De que Somos Salvos

1. A salvação remove a culpa pelos pecados cometidos. Liberta-nos do débito espiritual que o pecado acarreta e do castigo que teríamos de receber por causa dele. O pecado implica punição, mas a salvação anula tudo isso. Não é maravilhoso ser salvo?

2. A salvação afasta de nós a ira de Deus. Ele odeia o pecado, e de um modo ou de outro tem de puni-lo. A sua ira se revela do céu contra toda impiedade dos homens. Mas a salvação nos livra dela.

3. A salvação nos liberta também da maldição da lei. Todos estamos lembrados do cenário aterrador em que se deu a revelação da lei ao povo de Israel, dos relâmpagos e trovões vistos na montanha, e do terror experimentado pelos filhos de Israel, antes mesmo que ela fosse instituída. Eles não suportaram que Deus lhes falasse, e disseram a Moisés: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êx 20.19).

Mas, se a instituição da lei foi terrível, mais terrível ainda é a transgressão dela. Desobedecer a uma lei humana já é muito temerário. Depois que um criminoso é condenado, não poderá se livrar do castigo, nem mesmo se alguém fizer um eloquente apelo em seu favor. Há que se fazer justiça.

O homem que matou o Presidente Lincoln viveu alguns anos fugindo da lei, vagando pelo país. Mas a justiça iria até ao fim do mundo, se necessário, para apanhá-lo. Deve ter sido horrível para ele saber que estavam a procurá-lo, e que mais cedo ou mais tarde iriam pegá-lo. E o cerco foi se fechando em torno dele, mais e mais, até que afinal foi preso. Assim também, o cerco da lei divina vai se fechando em torno do pecador que a transgride. Mas a salvação nos livra da maldição dessa lei, por meio daquele que se fez maldição em nosso lugar.

4. Ela nos liberta também do peso da má consciência. O pecado sempre deixa em nosso coração uma sombra escura, e uma sensação de remorso. É a asa negra do corvo, cuja voz rouca é uma constante recordação do erro. Certas pessoas carregam continuamente a lembrança dos erros passados, a ponto, de depois de muitos anos, confessarem delitos pelos quais não foram punidas. É que a marca deles ficara indelevelmente gravada em sua consciência. É possível até que tenha ficado adormecida na mente delas durante algum tempo, mas por fim saltou sobre elas como uma fera à espreita. É disto que a salvação nos liberta: da consciência do mal. Ela remove do coração essa sombra escura e a dolorosa lembrança do pecado.

5. Liberta-nos também da pecaminosidade do coração, que é a origem de todos os erros. O pecado é natural ao homem, mesmo que este o deteste. A natureza humana tende sempre para a prática do mal, que parece estar acorrentado ao homem como um corpo de morte, de modo que, mesmo quando queremos praticar o bem, o mal está presente em nossa vida. Ele se apossa do nosso coração e vontade como se fosse a morte em pessoa. É maligno, cheira a podridão; acha-se carregado de veneno de serpente, corrompe todo o ser moral, e o leva à morte. A salvação nos liberta do poder dele e nos confere uma nova natureza.

6. Liberta-nos ainda do terror da morte. Remove o aguilhão desse nosso último inimigo. Se assim não fora, passaríamos toda a vida aprisionados pelo temor da morte. Lembro-me de quando era criança de como sentia pavor ao ouvir um sino dobrando em homenagem a mortos. Não suportava saber que alguém havia morrido. Mas hoje o amor de Cristo removeu de mim todo esse pavor. O momento da morte, para os filhos de Deus, é, na verdade, o portal de entrada no céu.

7. A salvação nos liberta, ainda, do reino e do poder de Satanás. Deus “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Somos salvos da serpente, dos males e das garras do pecado. O diabo é um inimigo derrotado. A salvação nos poupa de muitas tristezas e aflições. Introduz em nossa vida uma gloriosa luz, e expulsa dela as nuvens de depressão e tristeza que nos dominam.

8. Mas, acima de tudo, a salvação nos liberta da morte eterna. Não iremos mais ser lançados para fora, nas trevas, nem no abismo da condenação. Cristo desfez as cadeias do abismo e nos salvou da morte eterna. Fomos libertos de uma terrível agonia, descrita por Aquele cujos lábios são os mais brandos que já existiram, como o lugar “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc 9.44).

Esses são alguns males dos quais a salvação nos liberta. Não é realmente uma “boa-nova”?

Salvos de Quê?(parte 2)

Autor: A. B Simpson

Fonte: Jesus Cristo, Ele Mesmo! (Obras de A. B Simpson somadas em uma rica coletânea)

 

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O Que Falta em Seu Casamento?

Ao ler o título dado a esta matéria, algumas pessoas podem responder mentalmente, “nada”, outras, infelizmente, “tudo”. Algumas podem simplesmente  chegar a seguinte conclusão; “não tenho pensado muito sobre isto”. Independente da resposta, nossa postagem, hoje, é destinada à todos os que já são casados, aos que já foram, assim como, àqueles que namoram e pretendem se casar um dia!

Gostaria de saber como manter um casamento “Felizes Para Sempre”? Esta receita você nem vai precisar anotar. Com simplicidade e clareza, Tim LaHaye vai lhe mostrar um ingrediente essencial para se manter a harmonia conjugal. Ótima leitura!

Como Viver “Felizes Para Sempre”

Existe um elemento ausente nos casais infelizes, mas gloriosamente presente nos que vivem “felizes para sempre”.

O mais rico tesouro que dois seres humanos podem ter em comum nesta terra é um casamento verdairamente feliz. Esse é um tesouro e se acha ao alcance não apenas dos ricos e inteligentes, mas de todas pessoas, em todas as camadas sociais, seja qual for sua formação e origem.

Querer um casamento feliz e conseguir tê-lo são duas coisas bem diferentes. Durante meu ministério, já oficiei mais de trezentos e quarenta casamentos. Neste mesmo período, eu e minha esposa Beverly já demos aconselhamento a milhares de pessoas. Descobrimos, nesse trabalho, que um dos principais elementos que falta aos casais infelizes, mas que está gloriosamente presente nos felizes é o perdão.

A felicidade de um casal não depende do fato de eles serem belos ou não, de possuírem personalidades compatíveis, ou temperamentos mutuamente harmônicos. Pelo poder de Jesus, qualquer casal pode ter um casamento feliz. Mas para isso é necessário um espírito de perdão.

Após dar as instruções de como se deve orar (e que chamamos de – “Pai Nosso”), Jesus disse o seguinte: “Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mt 6,15.)

De um modo geral, os crentes têm casamentos mais felizes que as outras pessoas. A razão disso é que procuram obedecer ao mandamento de Jesus para perdoar. E quando a obediência a esse mandamento afrouxa, que se abre a porta dos problemas.

Uma coisa é certa: duas pessoas que vivem num relacionamento tão íntimo como o do casamento, tendem a irritar-se uma à outra, de vez em quando. A possibilidade de viverem felizes para sempre não depende do fato de nunca se ofenderem um ao outro, mas da disposição de cada um em perdoar e pedir perdão.

Este conceito é explicado detalhadamente em Efésios 4.30-32. O após¬tolo nos diz para não entristecermos o Espírito Santo com raivas, amarguras e maledicências. E Deus nos ordena também que sejamos “benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou”.

Um texto semelhante (Colossenses 3.12,13) fala do fruto do Espírito, que inclui também “suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós”.

Quem de nós não está sujeito a mau humor, explosões de raiva, um espírito negativo ou uma atitude critica? Reconhecemos que tais coisas não deveriam existir num relacionamento entre casais crentes; mas existe. Não existe um só casal crente que não tenha uma lista de queixas, na rotina diária do casamento. Entretanto, muitos desses casais estão tendo amor, harmonia e paz em seu relacionamento. Na maior parte dos casos, o segredo disso é o perdão.

A Bíblia ensina que o casamento é para sempre; portanto, temos que manter este estado “ate que a morte nos separe”. Isso não significa estar condenado à infelicidade conjugal perpétua, mas é uma promessa de felicidade matrimonial – e o perdão é o elemento-chave que possibilita isso.

Faz alguns anos, um casal nos procurou para aconselhamento, apresentando o problema que considero a ferida mais grave que pode ser infligida a um casamento – infidelidade. Um dos cônjuges havia quebrado os votos matrimoniais e traído o outro. Mas depois se arrependeu, acertou tudo com Deus, e passou a levar uma vida cristã correta. Seis meses depois, o outro voltou ao nosso gabinete.

- Perdi todo afeto que tinha por aquela pessoa. Não mantemos mais relações físicas. Parece que meu amor morreu.

Quando disse a essa esposa que estava-se recusando a perdoar, a pronta resposta foi que ele não merecia perdão. Humanamente falando, isso era verdade; mas espiritualmente, não era.

- Você quer ser feliz para o resto da vida, ou deseja continuar infeliz? indaguei.

Entre lágrimas, ela replicou:

- É lógico que quero ser feliz.

Então falei-lhe da ordenança bíblica para que perdoássemos. Finalmente, o Espírito Santo abriu sua mente e coração e mostrou-lhe que precisava muito perdoar. De lá para cá, este casal já viveu muitos anos de amor, harmonia e respeito mútuo. Visitei-os recentemente, e hoje ninguém diria que já passaram por problemas tais como mágoas, raiva e decepção.

Mais uma vez, o perdão obteve a vitória.

Autor: Tim LaHaye

Fonte: Mensagem da Cruz, 1981.

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Senhor, Senhor!

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mateus 7. 22,23.

Muitas vezes, quando ouvimos ou lemos este versículo, nos julgamos bem acima dos que “praticam a iniquidade”. Olhamos para nós mesmos e; ‘está tudo certo!’.

Ao assistirmos o vídeo abaixo, perceberemos que a iniquidade, pode ser bem mais do que nos acostumamos a pensar que ela seja. A personagem principal, é uma mulher normal, cristã, que vai à igreja como nós. Ela tenta mostrar a Jesus, que não está errada em determinada atitude. Nisto, ela está convicta, convencida e determinada!

Será que temos agido como ela? Descubra nestes 2 minutos de vídeo que, poderão nos fazer refletir por um dia inteiro, ou até mais! 

A desobediência a Deus é a raiz da iniquidade!

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mateus 7.21

Fonte: YouTube

Canal: OneTimeBlind

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