Uma Grande Dica Para Você!

Está precisando montar um estudo e não sabe por onde começar? Vai ministrar aos jovens, ou em sua célula  ainda está buscando (com a direção do Espírito Santo, é claro!)um tema? Enfim, se você está precisando de idéias, ou procura bons textos para ler e se edificar, a postagem de hoje vai ajudá-lo! Hoje resolvemos dar destaque à algumas matérias. Alguns títulos foram selecionados e comentados para facilitar a sua busca! Boa leitura!

Uma História e Tanto…

Conheça a história da Missão Evangélica Betânia, desde o chamado, aos dias de hoje. Aproveite esta oportunidade e acompanhe esta bela história de amor, obediência e fé!

Num dia sonhado por Deus, 5 famílias norte-americanas que se reuniam para estudar a Bíblia e orar pela obra missionária, sentiram unanimemente a necessidade em se alcançar povos não evangelizados… Leia mais.

A Presença de Deus Realça a Nossa Imperfeição – Ronaldo Lidório

Em Gênesis 17.1, lemos que Deus disse a Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Andar na presença de Deus leva-nos ao caminho da perfeição ao mesmo tempo em que esse andar na presença dele aponta de forma clara as nossas imperfeições.

…É fácil censuramos a embriaguez, mas temos dificuldade de confrontar a gula. Apontamos com clareza a falta de domínio próprio nos relacionamentos, mas convivemos pacificamente com a inveja. Nós nos iramos contra o roubo, mas somos tolerantes com o engano. Leia mais.

Alicerces Para Um Casamento Feliz – Alec Brooks

Em comemoração a semana dos Namorados, disponibilizamos para você um artigo da revista Mensagem da Cruz editada no ano de 1990. 

O Dinâmico modo de exibição lhe permitirá ler e visualizar a revista exatamente como ela foi editada a cerca de 22 anos atrás. Aproveite esta oportunidade e seja edificado na leitura do texto do pastor Alec Brooks. Leia mais.

Verdade Absoluta?

“Sabe, o engraçado sobre a verdade, é que é verdade, você acreditando ou não.” Neste breve vídeo, de 2 minutos, você encontrará uma ótima ferramenta introdutória ao tema Verdade Absoluta. Para refletir! Assista aqui.

Missão Betânia em Dakar

O deserto de Dakar é famoso por ser o palco de uma famosa corrida, porém, a realidade sobre ele, não é divulgada na mídia. De um lado luxo, glamour e puro lazer, do outro lado, o do dia a dia de seus moradores é contrastante, pois, às margens do Lago Rosa, crianças crescem famintas e analfabetas. E é neste contexto de grande contraste, que a Missão Betânia iniciou seu mais novo projeto, e ali, o Senhor tem usado a vida de seus servos e gerado novas fontes de esperança!

Conheça mais sobre o projeto Águas no Deserto. Um vídeo de 2 minutos e meio, mostrará um pouco da realidade do local, assim como, falará sobre o projeto. Confira.

Você Ensina Seu Filho a Gostar de Ler?

O que você sabe sobre a influência pelo gosto da leitura que tem exercido na vida de seus filhos?

Nesta matéria você poderá fazer um teste que lhe dirá o quanto você tem participado, e o quanto precisa melhorar! Leia mais.

 1º Artigo Publicado pela Editora Betânia – Autor: Ted Hegre

Leia o 1º artigo da 1ª publicação da Editora Betânia, que foi a 1ª edição da revista Mensagem da Cruz. Visualize as páginas da revista original. Apresentação com imagens! Confira.

Está muito confortável? CUIDADO!

Está ficando confortável? Melhor levantar, esticar os braços, as pernas e… Avante! Ótimo vídeo, profunda reflexão, em menos de 2 minutos. Vale a pena conferir! Leia mais.

Amor, Coca-Cola e o Evangelho – George Foster

Este artigo  foi escolhido baseado em um elogio que recebemos por estes dias. Em uma curta carta, um leitor comenta que é assinante da revista Mensagem da Cruz há muitos anos e ressalta em especial um artigo que, de acordo com ele, marcou profundamente a sua vida.

Cremos que assim como a vida deste leitor foi edificada, de forma tão marcante (a ponto de fazê-lo lembrar, o título da mensagem, e a edição da revista), a sua também poderá ser. Por isso, prepare-se para embarcar nesta leitura que foi escrita e publicada em 1975 e ainda hoje, permanece com sua mensagem atual! Leia mais.

Você Conhece a História da Fé que Professa?

 A cada ano, pessoas entram e saem de nossas igrejas. Algumas até são enviadas ao trabalho missionário. Mas será que, dos mais antigos membros, aos mais atuais, existe o conhecimento a respeito da parte histórica da fé que professam?

…A única maneira de construir uma doutrina sadia nas igrejas que estão sendo alvo da influência da sociedade e alvo também de “novas doutrinas” no meio evangélico, é resgatando os princípios bíblicos. Ao estudarmos a História da Igreja, o que encontramos é uma sincera luta pela permanência da verdade bíblica contra a tentativa de deturpá-la. Leia mais.

Missões Em Termos De Fidelidade Ao Senhor – Ronaldo Lidório

A “missão” não é um processo que pode ser definido em termos de resultados, mas sim de fidelidade ao Senhor.

Não apregôo uma proclamação estéril do evangelho, entretanto necessitamos de uma urgente compreensão de que a ação missionária, na visão de Deus, não é definida em termos de resultados visíveis ou contábeis, mas sim pela postura de corações que tenham o caráter de Cristo. Leia mais.

“Disseram-lhe, desista, pois é perigoso!”

Ao acompanhar este documentário, você terá uma nova visão sobre a Palavra de Deus!

Fantástico documentário histórico e emocionantes histórias reais, intercaladas à profundas reflexões com o irmão André – “O Contrabandista de Deus” – a respeito do Livro Perigoso! Confira.

“Revestimento de Poder” – Na Opinião de Carlos G. Finney, Carlos Spurgeon etc.

Nesta postagem, grandes pregadores opinam sobre O REVESTIMENTO DE PODER. Ex:

Carlos G. Finney

Acredito que o maior erro que a igreja e os pastores podem cometer é contentar-se com a conversão e não buscar o revestimento dopoder do alto. Essa é a razão por que muitos que professam a fé não têm poder nem diante de Deus nem dos homens… Leia mais.

 

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496 Anos de Reforma Protestante!

31 de Outubro, Dia da Reforma Protestante

Neste dia comemorativo para a igreja cristã evangélica, veremos com detalhes, alguns dos fatores que forçaram os pré-reformadores e reformadores, a tomarem atitudes tão drásticas.

Saiba um pouco mais sobre a origem do protestantismo. Conheça melhor a  fé que professa! Uma ótima leitura a todos, e não deixem de ler a matéria do ano passado também; “A Reforma Protestante e Eu”, disponível em link no final desta postagem.

Por que Foi Necessário “Reformar”?

Diversos motivos poderiam ser listados como fundamentais à ocorrência da Reforma, entre eles o político e o econômico. Porém daremos relevância neste estudo, ao fator religioso-intelectual. Confira abaixo, alguns destes motivos.

Corrupção

Com o Humanismo e a Renascença, os estudiosos e até os papas da renascença, começaram a se voltar para busca do passado intelectual do homem. Passaram a desfrutar a intelectualidade de forma mais ampla. Ao estudarem o Novo Testamento, começaram a perceber que a forma de governo e vivência do clero, estava distante de ser a vida cristã autentica.

Corrupção, egoísmo, ambições entre outras características, era o que se via na hierarquia clériga. Entre muitos estudiosos, perdeu-se a crença positiva sobre as pretensões da Igreja, pois estas não condiziam com o princípio de liberdade individual sugerido pelas Escrituras.

Opressão

Com o surgimento das cidades, e de uma classe média bem-sucedida, os camponeses sentiram-se insatisfeitos com o tratamento que recebiam, pois o sistema individualista crescia e o tratamento dos senhores, se tornou mais rigoroso que o dos senhores feudais. Sentiam-se se oprimidos, sendo este outro fator de peso à reforma.

Novas Filosofias

Ao contrário do pensamento de Agostinho, a Igreja havia adotado a filosofia de Tomás de Aquino, e esta crença adotada pela Igreja, ia contra os princípios defendidos desde o princípio da Igreja. Desta forma, o próprio clero, já estava insatisfeito. Não concordando com a teologia adotada pela Igreja, começaram a movimentar o retorno da Igreja às raízes bíblicas.

Todos estes fatores fizeram com que no início do século XVI, a Igreja germânica passasse por maus momentos. O problema de intolerância e rejeição aos sacramentos mobilizava a cada dia mais, pessoas inconformadas com uma situação tão injusta e cruel.

Mau Exemplo

“Impostos e interferência papais em assuntos de nomeações eram considerados opressivos. A administração dos negócios eclesiásticos pela cúria papal era tida como onerosa e corrupta.” O mau exemplo dos líderes religiosos era gritante, o clero era isento de imposto, enquanto o povo, principalmente os pobres, pagava ou estavam expostos à consequências!

Desigualdade

Enquanto a Igreja era dona de um imenso número de terras, os pobres não tinham como pagar suas ‘taxas de fidelidade’ à Igreja. Os camponeses estavam aflitos e revoltados, pois apesar de toda essa degradação eclesiástica, tinham a consciência da necessidade de serem salvos e livres de seus pecados. Como poderiam se salvar se não conseguiam viver de acordo com as exigências da Igreja, a “única capaz de oferecer salvação”?

Insatisfação

Inconformados com a corrupção da Igreja, insatisfeitos com o rumo em que se seguia a mesma, homens de grande fé, potencial, coragem e iniciativa, se rebelaram contra a deturpação do evangelho, iniciada, mantida e desenvolvida pela igreja! Em meio à confusão de pensamentos e opressão das pobres almas, certamente no próprio clero, haveria alguém que se levantaria descontente com o fato e disposto a ir até o fim para mudar esta deplorável situação.

A Igreja de Roma se manteve firme, se negando e perseguindo esses rebeldes, que por sua vez, também se mantiveram firmes. Aos revolucionários, cientes de suas novas percepções, não restou outra escolha a não ser romper com a Igreja de Roma em busca da realização de uma ‘reforma’ eclesiástica.

Martinho Lutero

“Minha situação era que, apesar de ser um monge impecável, eu me punha diante de Deus como um pecador perturbado por minha consciência e não tinha confiança de que meus méritos podiam satisfazê-lo” 

Estas foram palavra de Martinho Lutero nascido em 1453 na Saxônia – Alemanha. Envolveu-se com a Igreja, tornando-se monge e mas a frente, professor. Lutero lecionou em Wittemberg, onde recebeu seu título de doutor em teologia.

Buscou conhecimento bíblico lendo os textos no original, e este conhecimento o fez despertar alguns seguidores e amigos que passaram a crer como ele.

A Decepção de Martinho Lutero

Numa ansiada visita feita por Lutero à Roma (Igreja), suas expectativas foram frustradas, e o sonho de conhecer pessoas piedosas; destruído. Além de decepcionado em ver a corrupção e a ambição, o que o impulsionou a reagir contra o que viu, foram as indulgências vendidas ao povo para garantir-lhes o perdão de Deus. Isto ocorreu devido à motivos políticos de negociação entre o arcebispo Alberto e o papa Leão X, no intuito de arrecadar fundos, criaram e vendiam um documento que após pago pelo fiel, deveria ser guardado, como um certificado de perdão de seus pecados. E aos que tinham parentes e amigos no purgatório, o documento também era vendido, trazendo a estes a certeza de que seus queridos um dia sairiam do purgatório. Tetzel, agente de Alberto, ensinava que uma vez obtida a indulgência, o fiel não precisaria se arrepender.

Para Lutero, a graça de Deus, estava ao alcance do homem independente de sua situação financeira. Ele cria que ela jamais poderia ser negociada. Esta ideia foi contra a Igreja, que até então, era a verdade e doutrina absoluta, ideia esta que mantinha presa a sociedade da época. Lutero questionou e criticou o clero em diversas afirmativas que mostravam sua insatisfação com as mentiras pregadas ao povo: “Se o papa tem o controle sobre as almas no purgatório, por que não abre os portões e as deixa sair?”.

A definição do termo ‘graça de Deus’ para Lutero significava ;“o favor de Deus ou amor de Deus ativo em benefício da salvação do homem. (…) O homem nada mais é que pecado, e inimizade contra Deus. Por causa disto, a salvação é inteiramente obra da graça. (…) A única base da salvação e o segredo da expiação revelada no evangelho de Cristo.”

Para Lutero a única combinação que poderia ser feita com a graça, para salvar o homem, era a onipotência de Deus.

As 95 Teses

Com uma visão tão distinta aos ensinos da Igreja, e similar à Palavra de Deus, Lutero em toda sua convicção, não se calou. Em favor disto, no dia 31 de outubro de 1517, ele afixou suas noventa e cinco teses na porta da Igreja do Castelo de Wittemberg. “Nelas, condenava o abuso do sistema das indulgências e desafiava a todos que tomassem conhecimento delas para um debate sobre o assunto.” Para ele o sistema além de abusivo, tomava frente à autoridade Bíblica indo contra a graça de Deus e desmerecendo o ato expiatório de Cristo, e em sua tese, ele critica os abusos sim, mais não no intento de dividir a Igreja, pois ele cria na historicidade e autoridade da mesma, mas desejava sim, reformar seus princípios trazendo-a de volta às raízes Bíblicas.

Mesmo sem intento, Lutero foi forçado a admitir a ruptura com a Igreja, pois esta seria a única forma de manter viva sua crença podendo divulgar a volta da sociedade a Deus através da verdade e da vivência das doutrinas bíblicas.

Do ano de 1518 a 1520, Lutero enfrentou debates e escreveu artigos, porém, em 1521 teve que comparecer na corte imperial diante de Carlos V, o imperador. Ali, em Worms foi ordenado a ele que se retratasse de suas heresias, e sua resposta a isso fez com que ele fosse banido como fora-da-lei.

“Minha consciência serve à Palavra de Deus. Por isso não posso nem quero me retratar, pois ir contra a minha consciência não é seguro nem salutar. Não posso agir de outra maneira, esta é minha posição. Que Deus me ajude. Amém.”

 Saiba Mais Sobre a Reforma

As Cinco Doutrinas da Reforma (A Reforma Protestante e Você- 1

As Cinco Doutrinas da Reforma (A Reforma Protestante e Você- 2) 

Você Conhece a História da Fé que Professa?

As 95 Teses de Marinho Lutero

 

 

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O Que Você Sabe Sobre os Evangelhos?

“Mateus, Marcos, Lucas, João…”

Conhecer os Evangelhos é muito mais do que saber citar seus nomes. É também, mais do que saber que eles fazem parte do cânon do Novo Testamento etc. (conhecimentos comuns).

Quanto mais conhecemos os detalhes de registros históricos da vida de Cristo, mais podemos entender as passagens bíblicas, as pregações, a própria Bíblia e até mesmo, o próprio Deus.

Muitos fatos históricos foram registrados e estudados, e graças a isto, podemos ter um extenso material de estudo que nos proporciona a oportunidade de aprofundarmos neste importante conhecimento.

O texto abaixo é um resumo a respeito dos Evangelhos, e em seguida, segue uma tabela resumida e explicativa sobre o mesmo.

A intenção desta postagem é a de despertar o interesse do leitor para o conhecimento bíblico, pois, a partir disto, cremos que vidas podem ser transformadas! Uma ótima leitura a todos!

OS EVANGELHOS: AS “BOAS-NOVAS”

Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, os discípulos seguiram por todo o mundo pregando as boas-novas da salvação, batizando os recém-convertidos e discipulando-os como eles também tinham sido ensinados. Eles escreveram as histórias de Jesus com o objetivo de que os leitores e ouvintes pudessem ter “plena certeza das verdades” acerca de Jesus (Lc 1.4), e tivessem “vida em seu nome” (Jo 20.31).

O que é “Evangelho”?

Esse vocábulo deriva do grego euangelion, que é uma palavra composta, formada pelo adjetivo eu, que significa “bom”, e angelion, que significa “mensagem” ou “notícia”. No Novo Testamento, as boas-novas são as de que o Filho de Deus morreu em nosso lugar, para que alcançássemos a vida eterna (Jo 3.16). Desde o século II, a palavra “evangelho” também tem sido usada em referência aos quatro primeiros livros do Novo Testamento que apresentam as boas-novas.

Muitas pessoas leem os Evangelhos (grafado com E maiúsculo quando se refere aos livros dos Evangelhos) como se fossem biografias, porém não o são, pelo menos não no sentido comum do termo. Afirmamos isso porque não temos certeza de quem os escreveu, pelo fato de incluírem apenas uma pequena parte da vida de Jesus (os três últimos anos de sua existência terrena), porque oferecem poucas informações a respeito da família do Senhor, de seus anos de infância e juventude e também por não descreverem as características físicas dele. A intenção primordial dos evangelhos não é narrar os fatos da vida de Jesus, portanto não devemos nos preocupar com ocasionais diferenças nos relatos. O enfoque deles é a razão de ser da vinda do Mestre ao mundo.

A Autoria dos Evangelhos

Pressupõe-se que, em virtude de os Evangelhos trazerem um determinado nome em seu título, podemos afirmar quem os escreveu. Entretanto esses livros são anônimos, isto é, os autores não acrescentaram seu nome aos escritos, como fizeram Paulo e outros. De acordo com o estudioso inglês R. T. France, “não há evidência de que os Evangelhos tenham tido outro nome que não os atuais, como também não há variantes dos nomes das personalidades a quem são atribuídos”. Portanto não há motivos para questionar isso. Além disso, a veracidade e a autoridade desses livros não depende de termos certeza absoluta sobre quem os escreveu. O que garante sua autenticidade, como os demais escritos bíblicos, é o fato de terem sido incluídos no cânon. Acrescentaram-se os nomes Mateus, Marcos, Lucas e João para diferenciar um Evangelho do outro e para fins de leitura litúrgica.

A Estrutura dos Evangelhos

Cada um dos Evangelhos pode ser dividido em duas partes. A primeira diz respeito ao ministério público de Jesus – os sermões, as parábolas, os discursos e o ensino às multidões, intercalados com relatos de curas e milagres que garantem autenticidade ao conteúdo (validam a mensagem por meio do mensageiro). A segunda parte envolve os discípulos de Jesus – o Mestre ensinara que a salvação viria através de sua morte na cruz (Mc 10.45).

Nessa parte encontraremos o relato de sua prisão, julgamento, açoitamento e crucificação e, em seguida, sua ressurreição, confirmando a mensagem principal dos Evangelhos. Os autores dos quatro primeiros livros do Novo Testamento desenvolvem e estruturam a narrativa de forma sofisticada. Perceberemos isso quando analisarmos cada um deles.

Por que Quatro Evangelhos?

Talvez a melhor maneira de formular essa pergunta seja: por que há apenas quatro Evangelhos?

 Quando se decidiu quais livros constariam do cânon, havia vários outros evangelhos (em torno de vinte e quatro ao todo) como, por exemplo, o de Pedro, o de Tomé, o de Nicodemos, e o de Filipe. Seus autores também afirmavam ter registrado as palavras e obras de Jesus. Respondendo à questão, podemos dizer que tais evangelhos não figuram no Novo Testamento porque houve dúvidas com respeito àqueles que os redigiram. Não havia provas concretas de que fosse da autoria de um apóstolo de Jesus ou ao menos de alguém que houvesse convivido com um apóstolo (como aconteceu com Marcos e Lucas). Além disso, a aceitação e aplicação daqueles escritos pelas congregações cristãs da época não era muito grande.

Com relação ao porquê de haver quatro Evangelhos em vez de um, lembremos a opinião dos “pais” da igreja. Eles acreditavam que cada um dos quatro livros trazia um testemunho autêntico, distinto e valioso a respeito de Jesus. Perceberam que nossa compreensão do Senhor seria mais rica e mais profunda se nos baseássemos em quatro relatos em vez de um, ou se existisse um evangelho “composto” como era o caso do Diatessaron (que significa “dividido em quatro”) de Ticiano, datado da segunda metade do século II (170).

Se os Evangelhos são um testemunho escrito a respeito de Jesus, por que então há diferenças entre eles? A razão de aparentarem ser diferentes é que seus autores os escreveram para públicos distintos e cada um escolheu enfatizar determinados aspectos da vida de Jesus. O Evangelho de Marcos destinava-se a cristãos que estavam sofrendo perseguições em Roma. Mateus escreveu a judeus crentes e quis mostrar que Jesus era o Messias, pelo qual tanto esperaram. A intenção de Lucas era contar a cristãos gentios que Jesus era o Salvador da humanidade, e João apresenta uma reflexão teológica a respeito do “Verbo que se fez carne”.

Os Símbolos dos Evangelhos

Cada um dos Evangelhos tem um símbolo, embora seu emprego tenha sido mais comum no passado. Os símbolos são os seguintes:

• Mateus é representado por um homem. Mostra a humanidade de Jesus pois o livro começa com a genealogia do Messias.

• Marcos é representado por um leão do deserto, pois seu Evangelho tem início com a “voz do que clama no deserto”. O leão simboliza o grande poder de Jesus.

• Lucas é representado por um boi, um animal usado nos sacrifícios regulamentados pela lei mosaica. Simboliza a morte expiatória de Jesus, pois esse evangelho mostra inicialmente Zacarias entrando no templo para queimar incenso, ritual realizado antes dos sacrifícios.

• João é representado por uma águia, a ave que voa mais alto que todas as outras. A razão disso são as primeiras palavras do livro: “No princípio”, ou seja, “nos céus”, o que simboliza a divindade de Jesus.

COMPARAÇÃO RESUMIDA DOS EVANGELHOS

Autor: John Schwarz

Fonte: Manual da Fé Cristã

 

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