O Carro e o Sorvete de Baunilha

Será que sabemos identificar um problema?

Por diversas vezes, o problema parece estar bem fácil de ser diagnosticado; “ A culpa é dele! ”; “ É este lugar que me deixa assim!”; “Estou sofrendo e a culpa não é minha!”.

Em muitos casos e situações, lutamos contra determinado problema, e em um certo ponto, pensamos que talvez ele nunca possa ser solucionado, e é neste momento, que o problema aumenta em sua proporção, quando admitimos que ele não pode mais ser resolvido.

Mas existe uma boa notícia: Todo problema pode ser solucionado. Se você continua com o que parece ser um problema insolúvel, é bem provável que não o tenha identificado devidamente. A parte mais difícil na solução dos problemas está em identificá-los corretamente, por isto, a nossa postagem de hoje selecionou a ilustração abaixo. Após lê-la, talvez você encontre uma nova solução para o problema que lhe aflige.

Que Deus o abençoe nesta leitura!

Há um grande fabricante de automóveis em Detroit, Michigan, que tem esta carta no seu arquivo:

 

 “Prezados Senhores,

Adquiri um carro da última série que os

senhores lançaram e peço licença para apresentar

uma reclamação. O fato é que o carro

novo corre macio, até à hora em que saio

para comprar sorvete de baunilha. Sei que

os senhores estarão pensando que sou louco,

mas, creiam, estou falando sério. Costumo,

à noite, sair para comprar sorvete para

o pessoal aqui de casa. Se compro sorvete

de morango, ou de chocolate, ou de nozes,

meu carro pega bem, sem nenhum problema.

Mas, se compro sorvete de baunilha,

ah!, não há meio de o motor pegar!”

 

O pessoal do alto escalão da companhia de automóveis, ao tomar conhecimento da carta, riu-se a valer. Mas alguém fez um comentário: “Acho que não deveríamos rir. É melhor mandarmos um de nossos engenheiros para checar o caso de perto.”

Lá se foi o engenheiro e hospedou-se num hotel nas proximidades da casa do reclamante. A seguir, procurou a casa do cidadão, constatando que se tratava de um homem que possuía curso superior e vivia num bairro nobre. Toda noite nosso homem perguntava aos familiares: “Que sorvete compro hoje?” Os garotos faziam sua escolha, ele saía e comprava o sorvete escolhido. É a pura verdade: O carro pegava muito bem, exceto quando o homem comprava sorvete de baunilha. O engenheiro passou duas semanas acompanhando o reclamante na compra de sorvetes e, afinal, achou que havia resolvido o problema.

Na sorveteria, da qual nosso homem era freguês, todos os sorvetes estavam na extremidade do corredor, menos o de baunilha, que estava logo na entrada. Havia sempre uma fila de pessoas esperando para a compra dos demais sorvetes; para o de baunilha nunca havia fila. Por isso, quando ele comprava sorvete de baunilha, sua demora na sorveteria era de uns dois minutos – e, quando comprava outros sorvetes, sua demora ia a dez minutos. O problema não estava no sabor do sorvete – o problema estava no tempo. Agora o caso podia ser diagnosticado.

O problema do carro era um “afogamento”. O carro afogava toda noite, mas a espera de cinco ou dez minutos pelo sorvete dos demais sabores era tempo bastante para o motor desafogar. Tendo diagnosticado o problema, foi fácil resolvê-lo. A parte mais difícil na solução dos problemas é identifica-los corretamente.

Esse é o ponto. Alguns acham que o problema é que “estou morando no lugar errado”. “Estou na companhia errada.” “Estou casada com o homem errado.” “Estou casado com a mulher errada.”

Garanto que, para cada mil casos, em novecentos e noventa e nove, você não identificou corretamente o problema. O problema real é sua atitude.

                                                                                                                                                              – Robert H. Schuller

Na ilustração acima, Robert H. Schuller, autor do livro Floresça Onde Está Plantado, nos mostra uma temida realidade, a de não sabermos detectar os motivos verdadeiros de nosso problema. Este fato se torna mais assustador ainda, quando entendemos que a forma em que reagimos a determinadas situações é que está nos fazendo permanecer no problema!

Nossa intenção hoje é a de te estimular a repensar sua atitude com relação às situações que lhe cercam. Será que ela tem sido negativa demais e aumentado a complexibilidade do problema? Somente analisando friamente a situação, você poderá chegar a uma conclusão exata, porém, mesmo assim, a dica abaixo poderá lhe servir de auxilio no que diz respeito ao próximo passo a ser dado.

Pense positivamente, experimente positivamente e enfrente seus problemas positivamente. Confie em Deus! Tenha em mente que, se você está em obediência a ele, vivendo exatamente o que ele deseja, ele vai cuidar de você (assim como já tem cuidado) em toda e qualquer situação. Ele tem um plano para sua vida. Filipenses 1.6 diz:

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”

Não permita que a tentativa de resolver problemas mal detectados lhe impeçam de enxergar o amor e a misericórdia de Deus por você, REAJA!

 

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A Benção Perdida – Allan H. McLeod

“Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” (Mt. 19.16-30 – NVI.)

Ele era jovem e rico, muito rico. Aparentemente tinha tudo a seu favor: dinheiro, boa reputação, vida religiosa irrepreensível. Possivelmente qualquer pastor se sentiria feliz em ter alguém como ele em sua equipe ministerial. Mas faltava-lhe uma coisa: paz com Deus. E pouco provável que ele tenha sequer considerado a possibilidade de suas qualificações não serem credencial suficiente para obter lhe favor diante de Jesus. Na pior das hipóteses podia estar faltando fazer uma coisinha ou outra; nada, porém, difícil demais.

Dá para imaginar o que podia estar passando pela cabeça dos discípulos que assistiam à entrevista com aquele “filhinho de papai”. Provavelmente já estavam sonhando com a possibilidade de ganharem roupas e sandálias novas e, quem sabe, uma ampla sede em Jerusalém para o ministério de Jesus, cozinha para alimentar as multidões, escritórios para cada um, sala para a imprensa e as entrevistas com os fariseus, etc. Imagino Pedro pintando em sua mente um quadro assim: os discípulos montados em lindos cavalos árabes, tendo Jesus à frente em um grande cavalo branco, e a equipe toda viajando pelo país a receber os aplausos e a admiração das multidões, 0 desconforto – companheiro constante – estava com seus dias contados. Jesus teria agora um travesseiro para reclinar a cabeça e a alimentação deles passaria a ser de primeira; afinal Jesus e seus discípulos merecem o melhor, não é mesmo? Tudo isso e muito mais, se tornaria possível se Jesus resolvesse tratar com gentileza evangélica aquele jovem empresário.

Não é assim que muitos fazem?!!! Quantas vezes princípios fundamentais do evangelho acabam sendo comprometidos na tentativa de agradar alguém que, por sua boa situação financeira ou privilegiada posição social, possa vir a ser uma “bênção” para o ministério de um líder ou da igreja? E o jovem estava de fato interessado em ajudar os irmãos.

Não seria um contra-senso deixar de aproveitar toda aquela boa disposição?

Mas Jesus discerniu algo que passou despercebido dos discípulos, e que não raro, nós também não discernimos, quando em situações semelhantes. Ele viu que o verdadeiro objetivo daquele moço era merecer a salvação; queria fazer alguma coisa que lhe garantisse a vida eterna, como fazem outros tantos ainda hoje. Observe a pergunta dele: “… Que farei de bom para ter a vida eterna?” E a mesma tanga de folhas que Adão costurou para si e para Eva, e que nos dias de hoje é confeccionada com papel moeda, mediante generosas contribuições a igrejas ou a obras de caridade. É o mágico de Atos oito, querendo comprar de Pedro o poder espiritual. É o povo de Israel tentando driblar o juízo de Deus com promessas vazias de obediência. Somos nós, negociando bênçãos de Deus mediante a entrega de nossos dízimos, um bom desempenho no ministério ou altos clamores à La monte Carmelo em nossos cultos. Deus não se impressiona com nada disso.

Jesus fez o que muitos líderes, em situação semelhante, deixam de fazer, quem sabe por falta de coragem ou por avareza. Puxou o tapete de idolatria em que o rapaz estava firmado e descortinou a condição real de seu coração: o deus dele era o dinheiro. “Vá, venda os seus bens e dê aos pobres… depois venha e siga-me.” Com esta aplicação do primeiro mandamento, que diz “não terás outros deuses diante de mim”, Jesus completou a lista dos mandamentos, e o jovem não podia mais afirmar: “Tudo isso tenho obedecido.” 0 pior é que ele não tomou a decisão que devia tomar. Diz o relato que ele afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.

Com ele se foram os prováveis sonhos dos discípulos e as chances de uma vida melhor. Pedro então pergunta a Jesus: “Que será de nós?” Afinal, tinham deixado tudo para seguir ao Mestre, e a vida de discípulos não lhes oferecia muitas vantagens. Não tinham eles (e nós também), o direito de desfrutar das coisas boas que os outros ao redor possuíam em abundância? Por que não posso viver no mesmo nível em que vejo tantos outros vivendo? Seria errado desejar uma vida um pouquinho melhor, um carro mais novo, uma casa mais confortável? Questionamentos dessa natureza são freqüentes, como também o são as tentações de tirar proveito dos “jovens ricos” que aparecem em nosso caminho.

Jesus, em sua infinita sabedoria, apresenta uma solução para este dilema induzindo-nos a focalizar nosso olhar, não nas dificuldades da nossa situação ou na prosperidade daqueles que nos cercam mas, sim, na grandeza do seu reino eterno, e na certeza de que seremos participantes dessas riquezas insondáveis. O apóstolo Paulo nos assegura que “nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que vale mais do que todos eles” (2 Co 4.17), e testifica em Romanos 8.18: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comprados com a glória que em nós será re¬velada.”

E uma questão de visão. Podemos viver insatisfeitos e murmurando, ambicionando os primeiros lugares e as melhores coisas, a qualquer custo, ou viver contentes em toda e qualquer situação como Paulo, que aguardava a cidade da qual Deus é o arquiteto; ou como Josué e Calebe, que perseveraram durante quatro décadas no meio de um povo incrédulo, no desconforto do deserto, porque criam que Deus cumpriria sua promessa de lhes dar a abundância da terra prometida.

Atentemos para as palavras de Jesus: “… muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros.” É mais vantajoso abrir mão, como Jesus, das “bênçãos” terrestres, e ter a certeza de herdar as bênçãos eternas do Reino de Deus.

Autor: Allan H. McLeod

Fonte: Mensagem da Cruz, 1995.

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16
nov 2012
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