31 de Dezembro – “…Até aqui nos ajudou o Senhor.”

Autor: Lettie Cowman

Fonte: Mananciais no Deserto

Um Feliz 2014 a todos!

 

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27
dez 2013
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“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

“A vida moderna é assim mesmo, muito se trabalha, pouco se descansa ou tem lazer. O trabalho deve ser a prioridade, afinal, precisamos dele para viver, não é?” - Esta é uma conversa ou, pensamento, bem comum em nossos dias. Inclusive, na igreja!

O trabalho está longe de ser uma coisa ruim, mas, o excesso dele, pode sim, ser prejudicial. Ou seja, se colocarmos limites, fica tudo sob controle. Mas, a questão é, será que nós, realmente sabemos quando parar?

Lettie Cowman é autora do conhecido devocionário Mananciais no Deserto. Suas mensagens são de consolo, esperança e espiritualidade. Hoje, nossa reflexão, é dela e foi extraída de seu, também devocionário, Fontes no Vale. A breve reflexão abordará um assunto super atual; a correia do dia-a-dia e a necessidade de repouso que temos. Sua abordagem se encerra com uma bela poesia. Vale a pena conferir e compartilhar com aqueles a quem você deseja edificar!

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“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

Nós temos negligenciado a arte de repousar. Muitos cristãos estão sucumbindo aos pesos da vida porque se esquecem de repousar. O que nos mata é essa torrente contínua da vida, essa constante uniformidade.

Não devemos ver o descanso somente como um fortalecimento para o enfermo, mas também como um tônico para os que são fortes. Ele lembra libertação, esclarecimento e transformação. Impede que nos tornemos escravos de nossas obras, até mesmo das boas obras.

Certa ocasião um naturalista de Cambridge falou-me de uma experiência que realizou com um pombo. A ave nascera e vivera numa gaiola; nunca havia saído dela. Um dia, esse homem a levou para a varanda de sua casa e a atirou para o alto. Para sua surpresa, constatou que o pássaro tinha perfeitas condições de voar. E ele deu várias voltas por ali, dando a impressão de que nascera voando. Daí a pouco, porém, seu voo parecia haver se tornado pesado, os movimentos, espasmódicos, e as voltas, cada vez menores. Por fim, o pombo veio em direção ao dono, bateu de encontro ao seu peito e caiu ao chão. Qual a razão disso? A razão era que, embora ele houvesse nascido com o instinto de voar, não aprendera a parar. A capacidade de parar era adquirida, e não instintiva. Se a ave não tivesse se atirado contra o peito dele para parar subitamente, teria continuado voando até morrer de cansaço.

Isso é uma figura da vida moderna. Nossa sociedade parece possuir o instinto da atividade, mas não possui a capacidade de parar. Ficamos dando voltas e mais voltas, num circular incessante e cansativo, até quase morrer ainda em alta velocidade. Então qualquer experiência difícil, qualquer choque que soframos, que sirva para deter nosso giro constante, na verdade, é uma bênção. Muitas vezes, Deus aplica um severo golpe em alguém com o objetivo de fazê-lo parar. Essa pessoa cai aos pés dele, em desespero. E o Senhor se inclina para ela e lhe diz:

“Aquieta-te, filho! Aquieta-te e sabe que sou Deus!”

Então, pouco a pouco, o desespero causado pelo problema se transforma em submissão e obediência. Assim, aquela vida que estava como que bruxuleando se fortalece e pode tornar a voar.

Quando pressionado por tarefas intermináveis e prementes,

Desejas fugir para longe e repousar,

Mas não podes, embora mereças uma folga,

Descansa onde estás.

 

Abandona o que é desnecessário e santifica o resto.

Age sem estresse e sem tensões.

E com um espírito tranquilo e controlado,

Descansa onde estás.

 

Não é em situações, nem restrições ou livramentos,

Nem mesmo nas paisagens próximas ou distantes,

Mas em nós mesmos, que se encontra a paz ou a inquietação.

Descansa onde estás.

 

Onde a alma está, também está Deus.

Nenhuma sombra pode empanar o dia e o mundo que lhe pertencem.

Suas noites estreladas são barracas que ele desfraldou.

Descansa onde estás.

 

Será que faz tanto tempo que não andamos pelo caminho que nos leva ao “descanso” que ele agora se acha coberto de mato?

Autor: Lettie Cowman

Fonte: Fontes no Vale

 

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Salvos de Quê?(parte 2) – A. B Simpson

Olá amigos leitores!

Nossa última postagem, na quarta-feira (11), trouxe a primeira parte de um texto cujo o tema, é a Salvação. A explanação abordou um pouco sobre a necessidade que o ser-humano tem em receber a salvação por meio de Cristo, e a grandeza deste ato.

A postagem de hoje, é a continuação do tema. Apresentaremos a segunda parte do texto de A. B Simpson. Por se tratar de um capítulo muito extenso (Livro: Jesus Cristo, Ele Mesmo!; capítulo: Cristo, Nosso Salvador), não o apresentaremos por inteiro em nosso Blog. Está será a última parte exposta.

Caso deseje ler a primeira parte, para ficar por dentro do assunto, clique aqui. Trata-se de um texto curto, porém, muito explicativo. Certamente, ao ler as duas postagens desta semana, se sentirá mais feliz e grato a Deus por ter realizado tão grande provisão, a saber, o perdão de nossos pecados através da morte e ressurreição de Cristo!

Uma ótima leitura!

Salvos de Quê?…(Primeira parte, clique para ler)

O que a Salvação nos Proporciona (2ª parte)

1. A salvação nos proporciona o perdão de todos os nossos pecados, e os remove inteiramente. Eles são apagados de forma tão perfeita que é como se tivéssemos pago a “dívida” contraída. E nunca mais nos serão lançados em rosto.

2. A salvação nos proporciona também a justificação aos olhos de Deus, de forma que podemos estar diante dele como pessoas justas. Ele nos vê como se sempre tivéssemos praticado tudo que ele nos ordenou, e obedecido a toda a lei, em todos os seus detalhes. Com apenas um traço de sua pena, ele anula o escrito de dívidas que havia contra nós, e, com outro, registra ali a justiça de Cristo.

Temos de aceitar os dois aspectos desse fato. A imaculada justiça de Jesus é creditada em nossa conta como se fosse nossa. Sua obediência ao Pai passa a ser nossa; sua paciência e sua mansidão são nossas. Tudo que ele fez para bênção de outros é registrado em nossa ficha, como se nós o tivéssemos praticado. Tudo que há de bom nele se torna nosso; e todo o mal que há em nós passa a ser dele. Isso é salvação. Não é maravilhoso?

3. Pela salvação, nós recebemos a graça e o amor de Deus, e somos plenamente aceitos por ele, através da Pessoa de Jesus Cristo. Ele nos ama da mesma forma que ama seu Filho unigênito. E nos aceita no momento em que chegamos à sua presença, levados pelo braço de Cristo.

O Dr. Currie, um brilhante escritor metodista e redator de uma das mais importantes publicações dessa denominação, sonhou certa vez que havia morrido e chegara à porta dos céus.

Ali estava um anjo a quem pediu que o deixasse entrar. O anjo solicitou que se identificasse.

– Sou o Dr. Currie, explicou, redator-chefe da revista Quaterly Review, da Igreja Metodista Episcopal.

– Não o conheço, replicou o anjo. Nunca ouvi falar do senhor.

Mais adiante, encontrou outro anjo, a quem se apresentou da mesma forma, recebendo a mesma resposta.

– Não o conheço.

Afinal, um dos anjos sugeriu:

– Vamos procurar o Juiz para ver se ele o reconhece.

Currie compareceu perante o trono e contou sua vida ao Juiz. Falou do trabalho que havia realizado na igreja, mas a resposta que ele deu foi idêntica.

– Não o conheço, mesmo!

Ele já estava começando a ficar aflito, quando de repente viu a seu lado um Homem com uma coroa de espinhos na cabeça.

– Pai, disse o Homem, eu o conheço. Posso responder por ele.

No mesmo instante, começaram a soar as harpas celestiais, e as vozes cantavam: “Digno é o Cordeiro que foi morto”. E assim Currie foi introduzido na glória celestial.

Nesse reino, o que conta não é o trabalho que realizamos, nem as pregações que fizemos. Lá temos de nos identificar com o Homem da coroa de espinhos; temos de ser aceitos no Amado. Só assim o Pai nos amará como ama o Filho. Aí então teremos a posição que Cristo tem.

4. A salvação nos concede um coração novo. Ela opera em nós a regeneração da alma. Nossa velha natureza corrupta não tem nada de bom em si. Mas pela salvação, a natureza divina é gerada em nós, tornando-se parte de nosso próprio ser.

5. A salvação nos concede graça para vivermos o dia a dia. É possível um prisioneiro receber indulto, e ser liberto da cadeia, mas não ter dinheiro para se sustentar. Foi perdoado, mas está morrendo de fome. Na salvação, isso não ocorre. Pela salvação, somos libertos da prisão, e ainda temos a provisão divina para suprimento de nossas necessidades. Por ela, podemos regozijar-nos em Deus que é “poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 24).

6. Com a salvação, passamos a ter a presença do Espírito Santo, que estará sempre ao nosso lado como mãe amorosa, assistindo-nos em nossas fraquezas e nos concedendo graça para os momentos de provação.

7. Pela salvação, passamos também a contar com o cuidado da providência divina, pelo qual todas as coisas cooperam para o nosso bem. E isso só acontece depois que somos salvos. Assim que nos tornamos filhos de Deus, tudo que há na terra e no céu opera em nosso favor.

8. A salvação abre-nos a porta de todas as bênçãos decorrentes dela. É o primeiro degrau da santificação e da cura, bem como da paz que excede todo entendimento. É o portão de acesso a bênçãos ilimitadas, a tudo que a boa terra que passamos a possuir tem para nos oferecer.

9. A salvação nos conduz à vida eterna. Naturalmente, ela é apenas o início da eternidade, mas é por ela que adentramos os portais dos céus. E quando finalmente chegarmos ao trono de Deus e erguermos os olhos e avistarmos todas as possibilidades que se estendem à nossa frente, cantaremos o hino dos remidos: “Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7.10).

Autor: A. B Simpson

Fonte: Jesus Cristo, Ele Mesmo.

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