“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

“A vida moderna é assim mesmo, muito se trabalha, pouco se descansa ou tem lazer. O trabalho deve ser a prioridade, afinal, precisamos dele para viver, não é?” - Esta é uma conversa ou, pensamento, bem comum em nossos dias. Inclusive, na igreja!

O trabalho está longe de ser uma coisa ruim, mas, o excesso dele, pode sim, ser prejudicial. Ou seja, se colocarmos limites, fica tudo sob controle. Mas, a questão é, será que nós, realmente sabemos quando parar?

Lettie Cowman é autora do conhecido devocionário Mananciais no Deserto. Suas mensagens são de consolo, esperança e espiritualidade. Hoje, nossa reflexão, é dela e foi extraída de seu, também devocionário, Fontes no Vale. A breve reflexão abordará um assunto super atual; a correia do dia-a-dia e a necessidade de repouso que temos. Sua abordagem se encerra com uma bela poesia. Vale a pena conferir e compartilhar com aqueles a quem você deseja edificar!

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“Aquieta-te, Filho! Aquieta-te e Sabe que Sou Deus!”

Nós temos negligenciado a arte de repousar. Muitos cristãos estão sucumbindo aos pesos da vida porque se esquecem de repousar. O que nos mata é essa torrente contínua da vida, essa constante uniformidade.

Não devemos ver o descanso somente como um fortalecimento para o enfermo, mas também como um tônico para os que são fortes. Ele lembra libertação, esclarecimento e transformação. Impede que nos tornemos escravos de nossas obras, até mesmo das boas obras.

Certa ocasião um naturalista de Cambridge falou-me de uma experiência que realizou com um pombo. A ave nascera e vivera numa gaiola; nunca havia saído dela. Um dia, esse homem a levou para a varanda de sua casa e a atirou para o alto. Para sua surpresa, constatou que o pássaro tinha perfeitas condições de voar. E ele deu várias voltas por ali, dando a impressão de que nascera voando. Daí a pouco, porém, seu voo parecia haver se tornado pesado, os movimentos, espasmódicos, e as voltas, cada vez menores. Por fim, o pombo veio em direção ao dono, bateu de encontro ao seu peito e caiu ao chão. Qual a razão disso? A razão era que, embora ele houvesse nascido com o instinto de voar, não aprendera a parar. A capacidade de parar era adquirida, e não instintiva. Se a ave não tivesse se atirado contra o peito dele para parar subitamente, teria continuado voando até morrer de cansaço.

Isso é uma figura da vida moderna. Nossa sociedade parece possuir o instinto da atividade, mas não possui a capacidade de parar. Ficamos dando voltas e mais voltas, num circular incessante e cansativo, até quase morrer ainda em alta velocidade. Então qualquer experiência difícil, qualquer choque que soframos, que sirva para deter nosso giro constante, na verdade, é uma bênção. Muitas vezes, Deus aplica um severo golpe em alguém com o objetivo de fazê-lo parar. Essa pessoa cai aos pés dele, em desespero. E o Senhor se inclina para ela e lhe diz:

“Aquieta-te, filho! Aquieta-te e sabe que sou Deus!”

Então, pouco a pouco, o desespero causado pelo problema se transforma em submissão e obediência. Assim, aquela vida que estava como que bruxuleando se fortalece e pode tornar a voar.

Quando pressionado por tarefas intermináveis e prementes,

Desejas fugir para longe e repousar,

Mas não podes, embora mereças uma folga,

Descansa onde estás.

 

Abandona o que é desnecessário e santifica o resto.

Age sem estresse e sem tensões.

E com um espírito tranquilo e controlado,

Descansa onde estás.

 

Não é em situações, nem restrições ou livramentos,

Nem mesmo nas paisagens próximas ou distantes,

Mas em nós mesmos, que se encontra a paz ou a inquietação.

Descansa onde estás.

 

Onde a alma está, também está Deus.

Nenhuma sombra pode empanar o dia e o mundo que lhe pertencem.

Suas noites estreladas são barracas que ele desfraldou.

Descansa onde estás.

 

Será que faz tanto tempo que não andamos pelo caminho que nos leva ao “descanso” que ele agora se acha coberto de mato?

Autor: Lettie Cowman

Fonte: Fontes no Vale

 

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Salvos de Quê?(parte 2) – A. B Simpson

Olá amigos leitores!

Nossa última postagem, na quarta-feira (11), trouxe a primeira parte de um texto cujo o tema, é a Salvação. A explanação abordou um pouco sobre a necessidade que o ser-humano tem em receber a salvação por meio de Cristo, e a grandeza deste ato.

A postagem de hoje, é a continuação do tema. Apresentaremos a segunda parte do texto de A. B Simpson. Por se tratar de um capítulo muito extenso (Livro: Jesus Cristo, Ele Mesmo!; capítulo: Cristo, Nosso Salvador), não o apresentaremos por inteiro em nosso Blog. Está será a última parte exposta.

Caso deseje ler a primeira parte, para ficar por dentro do assunto, clique aqui. Trata-se de um texto curto, porém, muito explicativo. Certamente, ao ler as duas postagens desta semana, se sentirá mais feliz e grato a Deus por ter realizado tão grande provisão, a saber, o perdão de nossos pecados através da morte e ressurreição de Cristo!

Uma ótima leitura!

Salvos de Quê?…(Primeira parte, clique para ler)

O que a Salvação nos Proporciona (2ª parte)

1. A salvação nos proporciona o perdão de todos os nossos pecados, e os remove inteiramente. Eles são apagados de forma tão perfeita que é como se tivéssemos pago a “dívida” contraída. E nunca mais nos serão lançados em rosto.

2. A salvação nos proporciona também a justificação aos olhos de Deus, de forma que podemos estar diante dele como pessoas justas. Ele nos vê como se sempre tivéssemos praticado tudo que ele nos ordenou, e obedecido a toda a lei, em todos os seus detalhes. Com apenas um traço de sua pena, ele anula o escrito de dívidas que havia contra nós, e, com outro, registra ali a justiça de Cristo.

Temos de aceitar os dois aspectos desse fato. A imaculada justiça de Jesus é creditada em nossa conta como se fosse nossa. Sua obediência ao Pai passa a ser nossa; sua paciência e sua mansidão são nossas. Tudo que ele fez para bênção de outros é registrado em nossa ficha, como se nós o tivéssemos praticado. Tudo que há de bom nele se torna nosso; e todo o mal que há em nós passa a ser dele. Isso é salvação. Não é maravilhoso?

3. Pela salvação, nós recebemos a graça e o amor de Deus, e somos plenamente aceitos por ele, através da Pessoa de Jesus Cristo. Ele nos ama da mesma forma que ama seu Filho unigênito. E nos aceita no momento em que chegamos à sua presença, levados pelo braço de Cristo.

O Dr. Currie, um brilhante escritor metodista e redator de uma das mais importantes publicações dessa denominação, sonhou certa vez que havia morrido e chegara à porta dos céus.

Ali estava um anjo a quem pediu que o deixasse entrar. O anjo solicitou que se identificasse.

– Sou o Dr. Currie, explicou, redator-chefe da revista Quaterly Review, da Igreja Metodista Episcopal.

– Não o conheço, replicou o anjo. Nunca ouvi falar do senhor.

Mais adiante, encontrou outro anjo, a quem se apresentou da mesma forma, recebendo a mesma resposta.

– Não o conheço.

Afinal, um dos anjos sugeriu:

– Vamos procurar o Juiz para ver se ele o reconhece.

Currie compareceu perante o trono e contou sua vida ao Juiz. Falou do trabalho que havia realizado na igreja, mas a resposta que ele deu foi idêntica.

– Não o conheço, mesmo!

Ele já estava começando a ficar aflito, quando de repente viu a seu lado um Homem com uma coroa de espinhos na cabeça.

– Pai, disse o Homem, eu o conheço. Posso responder por ele.

No mesmo instante, começaram a soar as harpas celestiais, e as vozes cantavam: “Digno é o Cordeiro que foi morto”. E assim Currie foi introduzido na glória celestial.

Nesse reino, o que conta não é o trabalho que realizamos, nem as pregações que fizemos. Lá temos de nos identificar com o Homem da coroa de espinhos; temos de ser aceitos no Amado. Só assim o Pai nos amará como ama o Filho. Aí então teremos a posição que Cristo tem.

4. A salvação nos concede um coração novo. Ela opera em nós a regeneração da alma. Nossa velha natureza corrupta não tem nada de bom em si. Mas pela salvação, a natureza divina é gerada em nós, tornando-se parte de nosso próprio ser.

5. A salvação nos concede graça para vivermos o dia a dia. É possível um prisioneiro receber indulto, e ser liberto da cadeia, mas não ter dinheiro para se sustentar. Foi perdoado, mas está morrendo de fome. Na salvação, isso não ocorre. Pela salvação, somos libertos da prisão, e ainda temos a provisão divina para suprimento de nossas necessidades. Por ela, podemos regozijar-nos em Deus que é “poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 24).

6. Com a salvação, passamos a ter a presença do Espírito Santo, que estará sempre ao nosso lado como mãe amorosa, assistindo-nos em nossas fraquezas e nos concedendo graça para os momentos de provação.

7. Pela salvação, passamos também a contar com o cuidado da providência divina, pelo qual todas as coisas cooperam para o nosso bem. E isso só acontece depois que somos salvos. Assim que nos tornamos filhos de Deus, tudo que há na terra e no céu opera em nosso favor.

8. A salvação abre-nos a porta de todas as bênçãos decorrentes dela. É o primeiro degrau da santificação e da cura, bem como da paz que excede todo entendimento. É o portão de acesso a bênçãos ilimitadas, a tudo que a boa terra que passamos a possuir tem para nos oferecer.

9. A salvação nos conduz à vida eterna. Naturalmente, ela é apenas o início da eternidade, mas é por ela que adentramos os portais dos céus. E quando finalmente chegarmos ao trono de Deus e erguermos os olhos e avistarmos todas as possibilidades que se estendem à nossa frente, cantaremos o hino dos remidos: “Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7.10).

Autor: A. B Simpson

Fonte: Jesus Cristo, Ele Mesmo.

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Salvos de Quê?

“Eu nunca matei, nunca roubei, sou fiel à minha esposa e até ajudo os pobres!”. Esta poderia ser a resposta de uma pessoa “boa” quando lhe fosse sugerida uma mudança de vida, afinal, no de acordo com a lógica, ela já está no caminho certo. De que mais ela poderia, ou precisaria ser salvar?

No contexto cristão-protestante, a situação poderia ser diferente. O fiel, ao ser questionado sobre sua fé; “do que Jesus Cristo lhe salvou?”, talvez respondesse com rapidez e convicção: “do pecado e da morte”.

Tanto a ideia do primeiro exemplo, de que não precisa de ajuda sobrenatural para ser “bom”, quanto a do segundo exemplo, estão equivocadas no que diz respeito à proporção da salvação de Cristo e de nossa necessidade da mesma. Fomos salvos do pecado e da morte, SIM, mas, o que envolve esta salvação, não pode ser resumido em apenas duas palavras.

“Do que fomos salvos?” A postagem de hoje, responderá a esta pergunta. Por se tratar de um conteúdo extenso, apenas parte da explicação será apresentada hoje, e aliás, muito bem apresentada, por Albert Benjamin Simpson, mais conhecido, como A. B Simpson!

Uma ótima leitura!

Cristo, nosso Salvador

“E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” (Ap 7.10.)

No momento em que o Universo estiver se desfazendo e o coração dos homens, dominado pelo terror, os remidos estarão ao redor do trono, falando a respeito de salvação. Será Cristo, nosso a primeira coisa que dirão depois de chegarem ao seu destino eterno, quando já terão compreendido todo o significado de perdição e salvação. A terra estará cambaleando, os elementos se desfazendo, e todas as coisas estarão tremendo, convulsionadas pela aproximação da grande catástrofe.

Olhando para trás, eles verão todo o caminho que percorreram, guiados pelo Senhor. Avistarão as lutas que enfrentaram, bem como os perigos de que foram poupados. É então que se darão conta de como Deus, em sua graça, os conduziu e preservou. Verão os mantos e coroas que se acham preparados para eles, e toda a alegria da eternidade que se descortina diante deles. Depois contemplarão Aquele que, por seu amor, preparou e preservou tudo isso para eles.

Olharão o passado e o futuro. Em seguida, fitarão o rosto daquele a quem devem tudo. Nesse momento, erguerão a voz num clamor de exultação: “Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Esse é o significado da salvação. Foi para isso que creram; fora para isso que ele havia morrido na cruz. Agora estão de posse dela. Estão salvos, e nesse instante, finalmente, entendem todas as implicações dessa salvação.

Analisemos por uns instantes o que significa ser salvo. Ser salvo não é coisa de somenos. Às vezes, ouvimos dizer que alguns crentes ficam apenas na justificação, como se ser justificado não fosse algo de muito grandioso. É glorioso nascer de novo. Cristo afirmou que era melhor ter nosso nome escrito nos céus, do que ser capaz de expulsar demônios. O que significa ser salvo?

De que Somos Salvos

1. A salvação remove a culpa pelos pecados cometidos. Liberta-nos do débito espiritual que o pecado acarreta e do castigo que teríamos de receber por causa dele. O pecado implica punição, mas a salvação anula tudo isso. Não é maravilhoso ser salvo?

2. A salvação afasta de nós a ira de Deus. Ele odeia o pecado, e de um modo ou de outro tem de puni-lo. A sua ira se revela do céu contra toda impiedade dos homens. Mas a salvação nos livra dela.

3. A salvação nos liberta também da maldição da lei. Todos estamos lembrados do cenário aterrador em que se deu a revelação da lei ao povo de Israel, dos relâmpagos e trovões vistos na montanha, e do terror experimentado pelos filhos de Israel, antes mesmo que ela fosse instituída. Eles não suportaram que Deus lhes falasse, e disseram a Moisés: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êx 20.19).

Mas, se a instituição da lei foi terrível, mais terrível ainda é a transgressão dela. Desobedecer a uma lei humana já é muito temerário. Depois que um criminoso é condenado, não poderá se livrar do castigo, nem mesmo se alguém fizer um eloquente apelo em seu favor. Há que se fazer justiça.

O homem que matou o Presidente Lincoln viveu alguns anos fugindo da lei, vagando pelo país. Mas a justiça iria até ao fim do mundo, se necessário, para apanhá-lo. Deve ter sido horrível para ele saber que estavam a procurá-lo, e que mais cedo ou mais tarde iriam pegá-lo. E o cerco foi se fechando em torno dele, mais e mais, até que afinal foi preso. Assim também, o cerco da lei divina vai se fechando em torno do pecador que a transgride. Mas a salvação nos livra da maldição dessa lei, por meio daquele que se fez maldição em nosso lugar.

4. Ela nos liberta também do peso da má consciência. O pecado sempre deixa em nosso coração uma sombra escura, e uma sensação de remorso. É a asa negra do corvo, cuja voz rouca é uma constante recordação do erro. Certas pessoas carregam continuamente a lembrança dos erros passados, a ponto, de depois de muitos anos, confessarem delitos pelos quais não foram punidas. É que a marca deles ficara indelevelmente gravada em sua consciência. É possível até que tenha ficado adormecida na mente delas durante algum tempo, mas por fim saltou sobre elas como uma fera à espreita. É disto que a salvação nos liberta: da consciência do mal. Ela remove do coração essa sombra escura e a dolorosa lembrança do pecado.

5. Liberta-nos também da pecaminosidade do coração, que é a origem de todos os erros. O pecado é natural ao homem, mesmo que este o deteste. A natureza humana tende sempre para a prática do mal, que parece estar acorrentado ao homem como um corpo de morte, de modo que, mesmo quando queremos praticar o bem, o mal está presente em nossa vida. Ele se apossa do nosso coração e vontade como se fosse a morte em pessoa. É maligno, cheira a podridão; acha-se carregado de veneno de serpente, corrompe todo o ser moral, e o leva à morte. A salvação nos liberta do poder dele e nos confere uma nova natureza.

6. Liberta-nos ainda do terror da morte. Remove o aguilhão desse nosso último inimigo. Se assim não fora, passaríamos toda a vida aprisionados pelo temor da morte. Lembro-me de quando era criança de como sentia pavor ao ouvir um sino dobrando em homenagem a mortos. Não suportava saber que alguém havia morrido. Mas hoje o amor de Cristo removeu de mim todo esse pavor. O momento da morte, para os filhos de Deus, é, na verdade, o portal de entrada no céu.

7. A salvação nos liberta, ainda, do reino e do poder de Satanás. Deus “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Somos salvos da serpente, dos males e das garras do pecado. O diabo é um inimigo derrotado. A salvação nos poupa de muitas tristezas e aflições. Introduz em nossa vida uma gloriosa luz, e expulsa dela as nuvens de depressão e tristeza que nos dominam.

8. Mas, acima de tudo, a salvação nos liberta da morte eterna. Não iremos mais ser lançados para fora, nas trevas, nem no abismo da condenação. Cristo desfez as cadeias do abismo e nos salvou da morte eterna. Fomos libertos de uma terrível agonia, descrita por Aquele cujos lábios são os mais brandos que já existiram, como o lugar “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc 9.44).

Esses são alguns males dos quais a salvação nos liberta. Não é realmente uma “boa-nova”?

Salvos de Quê?(parte 2)

Autor: A. B Simpson

Fonte: Jesus Cristo, Ele Mesmo! (Obras de A. B Simpson somadas em uma rica coletânea)

 

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