A Presença de Deus Realça a Nossa Imperfeição

Ronaldo Lidório

(Mensagem da Cruz nº 142)

Em Gênesis 17.1, lemos que Deus disse a Abraão“Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Andar na presença de Deus leva-nos ao caminho da perfeição ao mesmo tempo em que esse andar na presença dele aponta de forma clara as nossas imperfeições.

Não há como sermos santos e íntegros se o pecado que abrigamos não for denunciado. O pecado é, sociologicamente, compreendido de forma simbólica na organização social humana. Ao falarmos de pecado, vêm à nossa mente o que rotulamos como pior, ou inaceitável, como o adultério, o roubo e o assassinato. Outras sociedades também possuem suas compreensões simbólicas do pecado. Entre os konkombas de Gana, o maior pecado é mentir. Entre os indígenas da Amazônia, talvez seja ser “pão-duro”, ou sovina. De toda forma, precisamos observar que o pecado, mesmo não embutido de um simbolismo social degradante, igualmente nos afasta de Deus. É fácil censuramos a embriaguez, mas temos dificuldade de confrontar a gula. Apontamos com clareza a falta de domínio próprio nos relacionamentos, mas convivemos pacificamente com a inveja. Nós nos iramos contra o roubo, mas somos tolerantes com o engano.

Quando Paulo nos advertiu, dizendo que a carne luta contra o Espírito e este contra a carne (Gl 5.17), deixou claro que não derrotaremos a carne lutando contra a carne. Derrotaremos a carne nos enchendo do Espírito. Isso não dilui a necessidade de estarmos alertas, e 1 Coríntios 10 afirma que é nossa tarefa resistir e suportar (v. 13). Significa que os processos de transformação que contrariam a carne em nossa vida se darão pela presença e atuação do Espírito Santo em nós. Assim, o maior passo a ser dado para termos vida íntegra e santa é sermos cheios do Espírito.

Este artigo foi extraído do livro “Liderança e Integridade”, lançamento da Editora Betânia. Seu autor, Ronaldo Lidório, é missionário presbiteriano, doutor em Antropologia Cultural e autor de vários livros.

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